Zimbabué

Mulher de 71 anos andou 10 km para ajudar vítimas do Idai. Milionário do Zimbabué vai dar-lhe casa nova e 1000 dólares por mês

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O homem mais rico do Zimbabué diz que este é um dos maiores atos de compaixão que já viu. A mulher de 71 anos carregou durante 10 km uma saca na cabeça com mantimentos para as vítimas do ciclone.

“Um dos mais notáveis atos de compaixão que eu já vi”. Esta foi a reação homem mais rico do Zimbabué ao saber da jornada da mulher de 71 anos que caminhou quase 10 quilómetros com mantimentos para entregar às vítimas do ciclone Idai, noticia a CNN. Na saca que Plaxedes Dilon carregava na cabeça estavam roupas e utensílios domésticos que acabaram por ser entregues na Igreja Presbiteriana de Highlands, em Harare.

Neste centro religioso estão vários voluntários a dar auxílio a milhares de deslocados. E foi precisamente a Igreja Presbiteriana que fez com que a mulher ficasse conhecida, depois de publicar uma foto de Plaxedes Dilon a carregar a saca. A heroína do Zimbabué não tinha dinheiro para pagar uma viagem de casa ao centro de ajuda, e decidiu pura e simplesmente andar.

Agora o bilionário Strive Masiyiwa prometeu construir uma casa para Plaxedes em qualquer zona do país que ela quiser e dar-lhe 1000 dólares (890 euros) por mês até ao fim da vida. O anúncio foi feito num post no Facebook, onde o magnata das telecomunicações escreveu: “O que ela fez foi um dos mais notáveis atos de compaixão que eu já vi. (…) Eu vou encontrá-la, e convidá-la a ver-me. Depois, vou fazer uma oração com ela. E depois vou construir-lhe uma casa onde ela quiser no Zimbabué. Terá energia solar e água corrente. (…) Vou dar-lhe uma quantia mensal de 1000 dólares para a vida!”

A mulher de 71 anos decidiu doar algumas das suas roupas depois de ouvir as notícias do desastre na rádio. Plaxedes Dilon diz que admira “as pessoas que são movidas a agir numa crise” e deseja que “Deus abençoe” quem é movido a fazê-lo. A altruísta reforça ainda que ajudar não depende “daquilo que se tem”.

O ciclone assolou Moçambique, em especial a zona da Beira, o Zimbabué e o Malawi a 15 de Março, matando cerca de 750 pessoas e deixando milhares de deslocados sem nada. Há várias organizações nas zonas afetadas a tentar ajudar as vítimas da tragédia.

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