“A Rússia tem de sair [da Venezuela]”, disse esta quarta-feira Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, durante um encontro na Casa Branca com Fabiana Rosales, mulher do auto-proclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, noticiou o The New York Times. Dois aviões russos com 99 militares e 35 toneladas de material para aterraram este sábado em Caracas, capital da Venezuela.

Venezuela. Dois aviões da Força Aérea russa aterram em Caracas com militares

Os EUA têm tido dificuldades em enviar comida e medicamentos para a Venezuela, numa altura em que o governo de Nicólas Maduro tem sido fortemente contestado pelas condições em que vive a população. Ao chegar às fronteiras da Venezuela através da Colômbia e Brasil, os camiões com mantimentos têm sido barrados por os EUA apoiarem Guaidó e oporem-se ao regime de Maduro.

Nas últimas semanas, a Rússia ofereceu-se para dar comida e medicamentos, apoiando o governo de Maduro. Os aviões com o apoio para o país chegou pelo aeroporto internacional Símon Bolívar, em Caracas.

Quanto à posição americana referente ao papel russo na intervenção que está a ter na Venezuela, Trump disse apenas: “eles sabem”. Mesmo com a intervenção americana para derrubar o regime de Nicolas Maduro, e com o país a enfrentar várias falhas elétricas, o governo não tem mostrado sinais de cedência.

A Rússia também parece não mostrar sinais de não ceder quanto ao apoio do atual regime na Venezuela. “É um golpe de Estado”, afirmou uma porta-voz do governo russo quanto ao papel que os EUA estão a ter nesta conflito político. “A Venezuela é um estado soberano e um membro das Nações Unidas”, referiu ainda a Rússia.

No encontro com Fabiana Rosales, Trump acusou ainda os últimos governos norte-americanos por “terem permitido” que a situação na Venezuela chegasse ao estado atual. “Herdei uma confusão, entre a Coreia do Norte e todos os problemas que temos em todo mundo”, disse o atual chefe de estado norte-americano.

Quanto a sanções ou possível retaliação, Trump não adiantou informações.