Rússia

Putin sobre a investigação de Mueller: “A montanha pariu um rato”

A investigação de Robert Mueller não terá encontrado uma influência do governo russo sobre as eleições norte-americanas. Putin diz que a culpa é dos democratas que não aceitaram os resultados.

Vladimir Putin diz que não defende Donald Trump, porque também discordam de muitas coisas, como as sanções impostas à Rússia

MIKHAIL KLIMENTYEV/AFP/Getty Images

Vladimir Putin reagiu aos resultados da investigação conduzida por Robert Mueller sobre a influência da Rússia nas eleições norte-americanas: “A montanha pariu um rato”, disse. Pelo que já se sabe do relatório, que ainda não foi tornado público, não ficou provado que o governo russo se tenha coordenado com a campanha eleitoral de Trump para interferir no processo eleitoral americano.

“Era claro para nós desde o início que ia acabar assim”, disse Vladimir Putin, citado pelo jornal britânico The Guardian. O Presidente russo considera que as acusações de conspiração feitas pelos democratas resultam do facto de não terem aceitado o resultado das eleições de 2016. “É pura tolice destinada a uma audiência interna e usada para disputas políticas internas nos Estados Unidos.”

A investigação de Robert Muller revelou uma operação para interferir na votação de 2016 e indiciou 25 russos por alegadamente terem invadido contas de email de Democratas e por terem divulgado informações falsas nas redes sociais. No entanto, o procurador-geral William Barr revelou que a investigação não demonstra que a campanha de Donald Trump tenha “conspirado ou estado coordenada” com o governo russo para influenciar as eleições.

O Presidente russo nota ainda que os opositores de Trump vão procurar qualquer motivo para atacar um “Presidente eleito legitimamente” e que isso é uma falta de respeito com a vontade do povo que o elegeu. “Não estou a defender o Presidente Trump, temos muitas discordâncias. A administração introduziu numerosas sanções contra a Rússia, algo com o qual não concordamos e que nunca vamos entender.”

A esperança de Putin é que os ataques internos acalmem e que a Rússia e os Estados Unidos se possam sentar à mesma mesa para discutir outros assuntos, como controlo de armas nucleares, luta contra o terrorismo e alternações climáticas.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: vnovais@observador.pt
Rússia

Deixem os jornalistas trabalhar /premium

José Milhazes
322

A polícia russa deteve e espancou Ivan Golunov, jornalista do Meduza, conhecido pelas investigações sobre corrupção. É mais um sinal de que o Kremlin receia cada vez mais perder as rédeas do poder.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)