Considerado um dos melhores jogadores de futebol do mundo de sempre, o português Cristiano Ronaldo tem uma série interminável de fãs, que o seguem com afinco através das redes sociais. Mas não lhe falta também um grupo de haters, menos numeroso, que não lhe perdoam o mínimo descuido. E quando esse deslize não existe, não há problema pois eles mesmo criam um.

De acordo com o Daily Mail, os responsáveis britânicos pelas campanhas por uma maior segurança rodoviária criticaram Cristiano Ronaldo, e a sua família, por o jogador ter, segundo eles, um comportamento condenável ao volante. Afirmam que, como celebridade que é, com 161 milhões de seguidores só através do Instagram, o português é um exemplo para uma série de fãs por esse mundo fora e, logo, deve exibir uma postura irrepreensível e responsável.

Mas, afinal, quais foram os erros alegadamente cometidos ao volante pelo jogador que já exibiu os seus dotes no Manchester United, Real Madrid e agora o Juventus? Segundo estes “especialistas” em segurança rodoviária, Ronaldo estaria a dar um mau exemplo quando, num passeio em família no seu novo Rolls-Royce Cullinan, decidiu estar bem-disposto e até divertido, em companhia de um dos seus filhos e da mulher, a espanhola Georgina Rodriguez. Para contextualizar, a sua equipa tinha acabado de vencer o eterno rival Milan e ele tinha sido dado como recuperado da lesão que o afastou dos relvados.

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Cantores ?????

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E, como estavam todos visivelmente contentes, cantarolavam uma música dos Korgis que “estava a dar” em 1980, a Everybody’s Got to Learn Sometime. Apesar de estar bem sentado e com o cinto de segurança, a circular a uma velocidade reduzida (como é possível constatar através do vidro), o homem do Juventus não conseguiu evitar as críticas por, com uma das mãos, estar curtir a música simulando tocar piano no ar. Isto e por ocasionalmente, por segundos, olhar para a câmara que o estava a filmar, muito provavelmente o telefone de Georgina.

Não é ilegal, nem será considerado um mau exemplo, usar uma das mãos para coçar a cabeça, enquanto se está a conduzir. Ou ajeitar os óculos, ou tapar a boca enquanto se boceja, ou pegar no cigarro ou mudar o posto do rádio. Mas, para os especialistas britânicos em segurança rodoviária, parece que o facto de o jogador português agitar os dedos de uma mão como se tivesse a tocar piano é altamente irresponsável. E também o olhar para a câmara durante um a dois segundos é severamente criticado, pese embora um condutor normal dedique habitualmente mais tempo e mais atenção a, por exemplo, consultar o sistema de navegação (cujo ecrã está em posição ainda mais baixa do que a câmara).

Cristianinho passou incólume às críticas, dado que o filho de CR7 ia lá atrás – a remexer-se como todos os que não estão doentes ou a dormir –, mas devidamente sujeitado pelo cinto, enquanto dava provas de curtir hip-hop e o Sicko Mode, de Travis Scott.

Já Georgina, por não ser evidente que tivesse posto o cinto de segurança – apesar de tão pouco ser claro que não estaria apenas a aliviar a pressão do cinto para se deslocar, momentaneamente, um pouco mais para o centro – foi também ‘crucificada’ por não ser um modelo a seguir, quando ocupa o banco do lado.

É certo que não faltam por aí os condutores que assumem um comportamento ao volante criticável e até, por vezes, criminoso. E esses devem ser punidos, sempre que infringem a lei. Mas desde quando uma família que parece estar feliz e divertida, todos devidamente sentados e com cinto, é um mau exemplo? Será porque estes “especialistas” em segurança rodoviária não gostam dos Korgis ou do Travis Scott? O Cullinan parece-lhes demasiado grande? E que tal se os homens da segurança se preocupassem apenas com isso: a segurança?