O comediante britânico Stephen K. Amos teve a oportunidade de ter uma audiência com o Papa Francisco ao concluir uma peregrinação até ao Vaticano para um documentário da BBC. O comediante, que também é ativista pelos direitos dos homossexuais, disse que só estaria presente se pudesse fazer perguntas ao líder da Igreja Católica. Não houve objeção e, na audiência, Amos disse: “Como um homem gay, não me sinto aceite [na Igreja]”, contou ao jornal iNews. Em resposta, Papa Francisco disse: “Somos todos seres humanos e temos dignidade”.

Dar mais importância ao adjetivo em vez do nome, isto não é bom. Somos todos seres humanos e temos dignidade. Não importa quem és ou como vives a tua vida, não perdes a tua dignidade. Há pessoas que preferem selecionar ou descartar pessoas por causa do adjetivo — estas pessoas não têm um coração humano”, afirmou Papa Francisco quando confrontado com a questão de Stephen K Amos.

O comediante afirma que estava muito apreensivo por ter dado as questões em antecipação para estar na audiência, mas sente o Papa respondeu de forma verdadeira e o surpreendeu.

[Um excerto do episódio com o encontro de Stephen K Amos com o Papa Francisco]

Neste encontro que marcou o final do documentário “Pilgrimage: The Road To Rome” [Peregrinação: O Caminho até Roma], estiveram também presentes outros sete comediantes britânicos com diferentes convicções religiosas. Um deles, Les Dennis, ficou emocionado ao falar ao Papa sobre a mãe ter sido excluída da Igreja Católica por ter tido um filho folha do matrimónio. “[o Papa] disse que a minha mãe não pode ser censurada por perder a Fé e abençoou-a”, referiu Dennis ao mesmo jornal.

O último episódio do documentário televisivo da BBC que proporcionou este encontro é emitido nesta Sexta-feira Santa, uma das datas mais importantes na Páscoa para a Igreja Católica.

No Facebook e Twitter, as afirmações de Papa Francisco foram já replicadas, como o caso do padre jesuíta norte-americano James Martin SJ. Este padre, que é um dos principais responsáveis da revista jesuíta “America”, tem defendido uma maior e mais explícita aceitação pela Igreja quanto a pessoas homossexuais e partilhou as declarações.