Videojogos

Fortnite. “Tem valores educacionais e ensina a gerir o tempo”, dizem psicólogos

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Pais partilham receios perante o vício dos filhos no jogo da moda, mas psicólogos mostram agora uma nova perspetiva: o videojogo pode desenvolver capacidades de estratégia ou organização.

Ethan Miller/Getty Images

Autor
  • André Maia

Se tem filhos que sejam crianças ou adolescentes há fortes probabilidades de estes estarem a jogar Fortnite neste momento. O videojogo é um autêntico fenómeno, com mais de 250 milhões de jogadores, espalhados por todo o mundo. Especialistas de saúde já o compararam à heroína, devido à sensação de vício que o jogo oferece. Mas agora chega uma nova perspetiva: será o Fortnite, afinal, um jogo benéfico para a educação e desenvolvimento de quem joga — especialmente dos mais novos?

Quem o diz é uma série de psicólogos, numa reportagem do diário espanhol El País. Desde os valores educacionais, à promoção do trabalho em equipa, até ao desenvolvimento a nível organizativo e de gestão de tempo, os médicos consultados pelo jornal quebram alguns estereótipos sobre o jogo: “O Fortnite ensina os jovens a interagir com os amigos, a tomarem decisões rapidamente e de forma independente, a organizarem-se, a gerir problemas em grupo, a aprender sobre responsabilidades ou até a estabelecer metas e gerir o tempo”, diz é Cristina Isasi, psicóloga na clínica Psimebi, em Bilbao.

Noutro exemplo, Díez Somavilla, autor de uma tese de doutoramento sobre valores e competências educacionais recebidas através de videojogos, acrescenta que o Fortnite estimula a “criatividade e descoberta”, auxiliando as crianças a se redescobrirem, o que ajuda à auto-estima”. Fatores muito positivos e que não ficam por aqui. Díez acrescenta que o jogo ajuda as crianças a desenvolver “habilidades digitais e empreendedoras, mas também sociais e cívicas, porque há regras a respeitar”, promovendo o jogo limpo.

Os pais continuam céticos quanto às mais-valias do jogo, já que o seu objetivo — ingame — é matar todos os outros jogadores e ser o único a sobreviver. Receios que os psicólogos voltam a rebater, pela voz de Cristina Isasi. As regras do jogo ficam no jogo: “Quando jogamos um videojogo, aceitamos o código moral interno, as regras. Neste caso, joga-se para matar, mas as crianças estão conscientes de que quando se desligam, se aplicam outras regras e volta tudo ao normal”, diz.

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