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Polónia

Polónia procura alternativa ao gás russo a partir de 2022

O Governo da Polónia quer que gás natural liquefeito seja uma alternativa para superar a sua dependência energética da Rússia a partir de 2022.

O partido nacionalista-conservador Lei e Justiça tem insistido na intenção de diversificar as fontes de abastecimento do país

FILIP SINGER/EPA

O Governo da Polónia, que esta semana deu ‘luz verde’ à ampliação do seu terminal de gás natural liquefeito, vê neste carburante uma alternativa para superar a sua dependência energética da Rússia a partir de 2022.

É nessa data que expira o contrato de fornecimento de longo prazo com a empresa russa Gazprom e o gás russo representa atualmente dois terços do total de combustível consumido na Polónia, algo que Varsóvia quer mudar a partir de 2022.

Desde sua vitória em 2015, o partido nacionalista-conservador Lei e Justiça tem insistido na intenção de diversificar as fontes de abastecimento do país para tentar reduzir, mesmo para zero, a sua atual dependência do fornecimento russo.

Para concretizar este plano, o Governo polaco lançou um plano de diversificação, que incluiu a construção em 2015 do terminal de gás natural liquefeito de Swinoujscie, no Mar Báltico, que esta semana recebeu ‘luz verde’ para expandir a sua capacidade.

Os trabalhos serão financiados pela União Europeia através de fundos de desenvolvimento regional, numa dotação que pode alcançar os 128 milhões de euros.

A Polónia quer ainda que os Estados Unidos reforcem a sua presença militar no seu território e até mesmo localizem uma base militar estável, um objetivo que levou a mais compras de equipamento militar e combustível dos Estados Unidos.

Além de aumentar a capacidade deste terminal, a Polónia espera receber mais gás do Mar do Norte, tendo para isso decidido em novembro passado construir um gasoduto a ligar a Polónia aos depósitos de gás escandinavos através da Dinamarca.

Varsóvia espera que os fornecimentos para o terminal de Swinoujscie, junto com este oleoduto que liga a Polónia com a plataforma norueguesa, possa garantir a sua independência de combustível importado da Rússia em 2022.

Para o ministro da Energia, Piotr Naimski, a conclusão do gasoduto báltico é uma “questão de segurança” para a Polónia, pois é fundamental para diversificar a dependência da Rússia.

Essa dependência fica exposta durante os invernos, especialmente durante a última década, levando mesmo a cortes temporários de fornecimentos.

No caso de a Polónia decidir manter sua ligação com o gás russo, Varsóvia deve iniciar negociações com a Gazprom em dezembro de 2019.

No que diz respeito aos países vizinhos, a prioridade da Polónia é a conexão com a Eslováquia para obter acesso a outros mercados, através da Hungria, dentro de um plano para rivalizar com o monopólio da Rússia sobre o gás na Europa Central e Oriental.

Varsóvia também continua a sua forte oposição ao gasoduto Nord Stream 2, um projeto que prevê a construção de dois gasodutos com uma capacidade para transportar mais de 50.000 milhões de metros cúbicos de gás da costa russa para a Alemanha, no fundo do mar Báltico, evitando a Polónia e outros países da região.

Para o primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, o Nord Stream 2 “não é um projeto económico, mas político, com a Rússia a usá-lo como uma ferramenta de influência na economia e na política europeia”

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