Chefs

Os Jamie’s Italian do Reino Unido não têm nada a ver com o de Lisboa. Grupo que detém o franchising afasta encerramento

Já tinha sido noticiado que os franchisings da cadeia de restauração do cozinheiro não corriam o risco de seguir o exemplo da casa mãe. Agora veio a confirmação em relação ao espaço de Lisboa

Jamie Oliver, o célebre chef britânico que nos últimos anos criou um autêntico império editorial, televisivo e gastronómico, declarou a insolvência da sua cadeia Jamie’s Italian, que tinha 25 restaurantes um pouco por todo o Reino Unido e empregava cerca de 1300 postos de trabalho. Na cidade de Lisboa inaugurou há pouco mais de uma ano um franchising desta cadeia, na zona do Príncipe Real, mas tanto quanto se sabe não há motivo para temer outros sinais de insolvência.

O Observador entrou em contacto com Helena Farinha, a responsável de comunicação da empresa It Food (que detém o  Jamie’s Italian lisboeta) e esta garantiu que o impacto da insolvência britânica “não se sente porque são negócios distintos”, ou seja, os Jamie’s Italian do Reino Unido não têm nada a ver com o de Lisboa. “A operação internacional mantém-se e nós aqui em Lisboa também” isto porque há intenção de “manter a aposta” nos restaurantes que Oliver tem espalhados pelo mundo. A insolvência declarada esta terça-feira é resultado “de uma conjuntura problemática” que tem afetado o Reino Unido nos últimos tempos, “que já era conhecida” e que não melhorou. Os espaços internacionais não estão em contacto com situações destas e não há contagio. “Estamos empenhadíssimos, mais que nunca, com a nossa operação local. A motivação é extra e o entusiasmo continua igual.”

Um gerente do espaço lisboeta garantiu ao Jornal de Negócios que a insolvência é cenário distante para a sucursal portuguesa. “Estamos sempre cheios”, afirmou antes de remeter mais explicações para um comunicado oficial emitido pela administração do restaurante. Nesse documento, os responsáveis pelo negócio (a empresa It Foods, que terá investido cerca de um milhão de euros na totalidade do negócio, compra do imóvel e obras) explicam que a operação internacional do grupo de Oliver “não é afetada por esta tomada de decisão, uma vez que tem conhecido um percurso inverso – de elevado desempenho, crescimento e robustez, prosseguindo com normalidade o seu desenvolvimento.”

A casa lisboeta do icónico cozinheiro britânico tem-se mantido em linha com esta tendência, garantem os gestores do projeto. “A sua excelente performance tem permitido a consolidação do seu posicionamento no setor como player credível e cumpridor de todas as responsabilidades e compromissos que tem assumido junto dos seus clientes e demais parceiros, honrando os valores que decidiu defender”, explicaram ao jornal dedicado ao mundo dos negócios e empresas.

Sobre a insolvência do grupo no Reino Unido, os mesmos consideram que tais “acontecimentos dizem respeito exclusivamente a um cenário singular que se vive no Reino Unido, tendo como pano de fundo um ambiente comercial específico, extremamente desafiador do high street, incerto com a incógnita do que será o Brexit e o fim anunciado do boom do período dourado da restauração em Inglaterra que assistiu, no último ano, ao fecho de cerca de 750 restaurantes”.

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