Agricultura

Produtores lançam marca Cereais do Alentejo e querem 2,5 ME de faturação até 2021

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Nova marca pretende valorizar a produção e tem metas ambiciosas: comercializar 10 mil toneladas em dois anos e faturar cerca de 2,5 milhões/ano. Aposta é na qualidade certificada da produção.

NUNO VEIGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais lançou hoje a marca Cereais do Alentejo, para comercializar, em dois anos, 10 mil toneladas de cereais, faturando entre 2,5 e 2,7 milhões de euros anuais.

“Nos últimos anos, a área dos cereais tem vindo a decrescer gradualmente e isto acontece por várias razões, uma das quais a volatilidade do preço dos cereais […]. Embora Portugal não tenha condições para competir com o resto do mundo em termos de quantidade, tem-no em qualidade, que é reconhecida pelas indústrias”, afirmou, em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), José Pereira Palha.

Para o responsável o caminho para Portugal se afirmar neste setor passar por valorizar a produção, criando para isso uma marca onde o cereal é “completamente certificado” e controlado desde o campo ao produto final, tendo assim o consumidor a garantia da qualidade do produto.

“É uma maneira de valorizarmos o que é nosso, promovendo a economia regional e uma série de aspetos do mundo rural”, assegurou.

Em termos de negócio, o objetivo é que a marca, constituída pelas organizações Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul, Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches, Cooperativa Agrícola de Beringel, GlobAlqueva e Procereais, consiga comercializar 10 mil toneladas de cereais, até 2021, o que implica uma área de produção de mais de três mil hectares e um volume de negócios entre 2,5 e 2,7 milhões de euros anuais.

De acordo com a associação, o lançamento desta marca está também relacionado com a estratégia do Governo para a promoção da produção cerealífera, embora a ideia já tenha surgido anteriormente.

A médio prazo, as organizações de produtores pretendem candidatar-se a fundos europeus, por exemplo, ao programa Alentejo 2020, para aumentarem o orçamento para a promoção da marca.

“Temos de criar no consumidor a vontade de querer este produto. Cada vez mais, o consumidor tem uma maior necessidade de saber o que come e é mais exigente na qualidade do produto e até na maneira como é produzido. Temos que mostrar ao consumidor que cumprimos esses requisitos e isso é uma coisa que não se faz de um momento para o outro, mas é esse o caminho e acreditamos que vamos ter sucesso”, acrescentou José Pereira Palha.

Para já, a promoção do selo Cereais do Alentejo vai ser feita através dos contratos celebrados com algumas empresas como a Sonae e a Auchan.

“O nosso maior contrato é com a Sonae. Neste momento, para a próxima campanha, são 3.600 toneladas e ainda poderá vir a aumentar. Temos um contrato mais pequeno com a Auchan e estamos em negociação com outras grandes superfícies”, avançou.

A celebração de contratos anuais vai assim permitir controlar a “volatilidade do preço”, uma vez que o produtor fica a saber, antecipadamente, a quanto vai vender a sua produção.

“Em teoria e em bom rigor, será um valor acrescido ao cereal importado. Para além de garantir a estabilidade do valor, também garante um preço melhor. Não será um risco tão grande”, explicou.

A ANPOC é uma associação sem fins lucrativos, que existe há 35 anos e que representa a totalidade da produção de cereais em Portugal.

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