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Jornadas Parlamentares PS

PS quer libertar-se de “constantes dificuldades” de parceiros parlamentares na próxima legislatura

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Os empresários e investidores não se "enamoraram pelos comunistas e pela esquerda do Bloco", disse Carlos César nas jornadas. Mas sim pelas políticas socialistas. O PS quer seguir sem essas amarras.

Ao segundo dia, Carlos César continua a sacudir o peso da esquerda do capote socialista. O que se conseguiu foi porque o PS evitou "aventureirismo", grante.

NUNO VEIGA/LUSA

Não há pedido de maioria absoluta, mas a corda vai esticando a três meses das legislativas. Esta manhã, na abertura dos trabalhos do segundo dia das jornadas parlamentares do PS, Carlos César afirmou que o partido “conta com a ajuda dos outros partidos, mas o PS precisa de contar mais”. O com o que quer o PS contar menos? Com os “bloqueios” e as “constantes dificuldades” e “inércias”, isto é, com parceiros nem sempre alinhados com o rumo socialista. O PS quer libertar-se.

Carlos César fica pelo pedido de “mais força” para “prosseguir este caminho”. Mas na intervenção que fez à sala meia cheia de deputados que participam nas jornadas de Viseu, o líder parlamentar afirmou que o crescimento da economia e a criação de emprego são um mérito das “políticas no centro das quais esteve o PS”. Não foi, disse César, “por os empresários ou investidores nacionais ou estrangeiros se terem encantado com o Governo anterior ou enamorado pelos comunistas ou a esquerda do Bloco“.

Contamos com a ajuda dos outros partidos, mas o PS precisa de contar mais, precisa de ter mais força para prosseguir este caminho sem bloqueios, sem constantes dificuldades, sem inércias. E, para isso, precisamos de uma grande votação, grande manifestação de confiança”.

Não que o socialista não reconheça alguns créditos à “ajuda da maioria parlamentar” constituída pelo PS, BE, PCP e PEV, mas afasta os parceiros do esforço para evitar “aventuras orçamentais que nos levariam ao colapso dos meios financeiros, à insustentabilidade e à desconfiança internacional e ao regresso a caminhos de penúria em que vivemos nos anos anteriores”. A melhoria da economia, garante, “deveu-se à garantia do que representa o PS. Deveu-se à confiança gerada pela firmeza do PS na condução as políticas governativas amigas da economia e de muitos programas lançados nessa área”.

A olhar para o futuro e para os deputados que vierem — e avisou que “alguns dos que aqui estão não estarão na próxima legislatura” porque o PS quer “renovação” –, aconselhou “humildade” e assumiu que houve “erros” no caminho que agora acaba. “Detetámos objetivos incumpridos, que existiram, acidentes de percurso, que existiram”, foi dizendo César admitindo “que houve erros e omissões“. O objetivo era aconselhar a que não se repitam, mas o líder parlamentar não deu um único exemplo do que falhou.

Só apontou para o que está aí em cima da mesa e não quer ver falhar, voltando a insistir na aprovação da lei de bases da saúde. Voltou a dizer que “só não será aprovado se o radicalismo de alguns se sobrepuser ao objetivo de uma lei de bases que não só não suscite bloqueios, como o veto Presidencial, como consolide princípios aceites e duráveis. E não opiniões ocasionais e partidárias”. O PS voltou a parecer mais próximo do PSD nesta matéria, já que a oposição de PCP e BE à existência de Parcerias Público-Privadas (PPP) já fez o Presidente da República vir dizer que essa posição é “irrealista”. A negociação continua.

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