A corrente minoritária liderada pelo dirigente socialista Daniel Adrião promove esta quarta-feira uma ação de rua em defesa da realização de eleições primárias, abertas a todos os cidadãos, para a escolha dos candidatos a deputados do PS.

Esta ação em defesa de eleições primárias realiza-se a partir das 17h30 no Largo do Chiado, em Lisboa, e ocorre na véspera da Comissão Nacional do PS que vai definir o perfil dos candidatos a deputados socialistas às próximas eleições legislativas.

O grupo de Daniel Adrião já enviou uma carta aberta ao secretário-geral do PS, António Costa, subscrita por 117 militantes deste partido, e requereu uma alteração à ordem de trabalhos prevista para Comissão Nacional do PS, tendo em vista incluir um ponto de discussão e deliberação sobre eleições primárias.

No requerimento, Daniel Adrião alegou que, no ponto relativo à definição dos critérios e metodologias para a elaboração das listas de candidatos a deputados às próximas eleições legislativas, o presidente do PS, Carlos César, se “esqueceu de invocar o novo artigo dos Estatutos do PS, aprovado no último Congresso Nacional, prevendo que o processo de escolha dos candidatos a deputados possa ser feito através de primárias” abertas a cidadãos independentes.

“Assim sendo, em nome dos 28 membros da Comissão Nacional do PS eleitos pela lista afeta à Moção Reinventar Portugal, que representa 11% deste órgão, enviei a Carlos César um requerimento a solicitar a reparação desta omissão e a alteração da ordem de trabalhos. Conforme está previsto nos estatutos do partido, deverá ser previsto o debate e decisão sobre a adoção de eleições primárias para a escolha dos candidatos do PS às próximas eleições legislativas“, sustentou Daniel Adrião.

No requerimento, Daniel Adrião salientou também que os estatutos do PS “não definem quais os critérios e metodologia que deve ser seguida para a elaboração das listas de candidatos a titulares de cargos políticos”.

“Isto é, não formalizam a obrigatoriedade de qualquer critério e metodologia. A contrario, parece-nos resultar da interpretação dos mesmos, que todos os critérios e metodologias plasmadas nos estatutos devem ser apreciadas e votadas em sede de Comissão Nacional”, insistiu este membro da Comissão Política do PS.