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Bentley quer eléctrico depressa. Por quê o atraso?

No Festival de Velocidade de Goodwood, o CEO da marca de luxo britânica abriu o jogo em relação aos planos de electrificação da Bentley. Adrian Hallmark tem “pressa”, mas não prescinde da perfeição.

O CEO da Bentley, Adrian Hallmark, marcou presença no Festival de Velocidade de Goodwood, evento que decorreu em West Sussex, entre 4 e 7 de Julho. E foi aí que, quando confrontado pelos jornalistas acerca dos planos eléctricos da marca de Crewe, Hallmark admitiu que, na sua opinião, a Bentley só teria a ganhar se já tivesse um veículo 100% eléctrico na sua gama. Só que isso não deverá acontecer antes de meados da próxima década. Ou seja, não antes de 2025.

“Vou ser muito claro: tenho pressa em construir um Bentley eléctrico”, assumiu o responsável máximo do fabricante de luxo, para depois justificar a sua posição. Segundo ele, “como marca, a Bentley deve procurar estar na vanguarda”, sendo que isso, neste momento, seria sinónimo de um modelo 100% eléctrico. Até porque, sublinha, há do lado da clientela da Bentley uma enorme predisposição para comprar um modelo exclusivamente a bateria. Segundo o CEO, os seus clientes estão 30% mais inclinados a fazer este tipo de aquisição do que os clientes de outras marcas de luxo.

Então, o que leva o fabricante britânico a não tirar partido rapidamente desta oportunidade de negócio? De acordo com Hallmark, por mais pressa que a Bentley tenha, é preciso encarar a questão com calma, na medida em que a marca não pode arriscar baixar os elevados padrões a que habituou (e com que fidelizou) os seus clientes. Ora, isso passará por propor um eléctrico com uma autonomia equivalente à de um veículo com motor de combustão interna. Hallmark fixa a meta numa autonomia em torno dos 650 km, no mínimo, o que só por si implica um estádio de desenvolvimento das baterias mais avançado do que o vigente. E as promissoras baterias de estado sólido, que permitiriam assegurar o desejado alcance, ainda estão a “entre cinco a 10 anos de serem industrializadas”.

Por outro lado, ainda de acordo com o CEO da Bentley, a rapidez da recarga será decisiva, pelo que o carregamento das baterias a 800V marcará “o ponto de viragem”, ao permitir obter “480 km em 20 minutos”. Recorde-se que, no caso da Bentley, isso significa tirar partido da tecnologia que vai ser estreada no Grupo Volkswagen pela Porsche, marca que foi incumbida de projectar, juntamente com a Audi, a arquitectura para os eléctricos das marcas mais luxuosas do conglomerado germânico, incluindo a Bentley. Sucede que a chamada Premium Platform Electric (PPE) está atrasada e aquém das expectativas, critica a Audi, o que obriga ao investimento de mais algum tempo e dinheiro até torná-la competitiva, quer do ponto de vista do desempenho (o Model 3 é melhor), quer do ponto de vista da produção (sendo necessário baixar custos, para que seja viável).

Por outro lado, o grande “trunfo” dos 800V é uma cartada que a rival Aston Martin já jogou, pois o Rapide E, o primeiro modelo exclusivamente eléctrico do fabricante de Gaydon, já esgrime este argumento para se diferenciar da concorrência.

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