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Estados Unidos da América

EUA. Democratas apontam “racismo” de Trump como causa do tiroteio em El Paso

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Candidatos Democratas à Casa Branca apontam o dedo à política de Trump para justificar crimes de ódio, como o do tiroteio em El Paso, este sábado.

Do tiroteio em Walmart resultaram 22 mortos e 26 feridos

LARRY W. SMITH/EPA

Candidatos Democratas à Casa Branca apontaram o “racismo” e a defesa da “supremacia branca” por parte do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, como uma das causas do tiroteio que vitimou 22 pessoas em El Passo, no Estado do Texas. “Ele é racista e encoraja o racismo neste país” disse Beto O’Rourke, ex-congressista do Texas depois de visitar feridos em hospitais em El Paso, acusando Donald Trump de “ofender a sensibilidade” do povo americano e, sobretudo, de mudar “o caráter (do país) e levar à violência”.

Natural de El Paso, onde no sábado de manhã (hora local) 22 pessoas foram mortas e outras 26 ficaram feridas num tiroteio, O’Rourke, citado pela agência EFE, considera ter havido um aumento “de crimes de ódio” ao longo de três anos de administração liderada por um Presidente “que chamou ‘violadores’ e ‘criminosos’ a emigrantes mexicanos” ainda que a taxa de crimes cometido por aqueles seja inferior à criminalidade praticada por cidadãos norte-americanos.

O Presidente tentou que nos sintamos assustados por eles”, afirmou aos jornalistas depois de cancelar as ações de campanha, no Estado de Nevada, para regressar a El Paso.

Pete Buttigieg, autarca de South Bend, no Estado de Indiana, e também candidato à nomeação presidencial Democrata, foi outra das vozes críticas. “O nacionalismo branco é mau e está a inspirar as pessoas a cometerem assassínios”, disse em entrevista à cadeia televisiva CNN, acrescentando que aquela ideologia “é tolerada ao mais alto nível no governo dos EUA”.

O Presidente dos EUA tolera o nacionalismo branco” e tem “a responsabilidade cortar o mal pela raiz”.

Já Bernie Sanders, senador e também candidato à nomeação Democrata, evitou acusar Trump, mas sublinhou que “toda gente questiona o que está a acontecer nos EUA” para se repetirem “uma e outra vez horrores indescritíveis”. Sanders defendeu ainda uma “legislação sensata de controlo de armas”.

As autoridades norte-americanas estão a investigar a possível ligação do suspeito no massacre de El Paso com um manifesto publicado ‘online’ criticando “a invasão hispânica do Texas”. No sábado de manhã, um homem, mais tarde detido e identificado como Patrick Crusius, caucasiano, de 21 anos, levou a cabo um tiroteio num supermercado Walmart perto do centro comercial Cielo Vista em El Paso, sul dos Estados Unidos.

Segundo o governador do Estado do Texas, Greg Abbott, desse tiroteio resultaram 22 mortos e 26 feridos. Através de uma mensagem na rede social Twitter, Donald Trump, qualificou o tiroteio de “terrível”. El Paso, com cerca de 680.000 habitantes, está situada no oeste do Texas, junto à fronteira com o México e separada de Cidade Juárez pelo Rio Bravo del Norte (Rio Grande).

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