As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) garantiram esta segunda-feira que vão respeitar o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado na semana passada pelo Presidente da República e pelo líder da Renamo, principal partido da oposição.

“Reafirmamos a nossa prontidão para o respeito vigoroso à Constituição da República para a consolidação dos esforços empreendidos pelo Presidente da República na busca de uma paz efetiva e sustentável, cujos resultados desfrutamos com a assinatura dos acordos”, disse o ministro da Defesa Nacional, Atanásio M’tumuke, falando em nome das FADM.

Atanásio M’tumuke discursava esta segunda-feira na abertura do 20.º conselho coordenador do ministério que dirige.

Nesse sentido, a reunião vai debruçar-se sobre as ações necessárias à implementação do entendimento, no sentido de assegurar que o país viva em paz permanente, acrescentou.

Outro tema que vai merecer a atenção do conselho coordenador do Ministério da Defesa é a violência protagonizada por grupos armados em alguns distritos da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, frisou Atanásio M’tumuke.

A reunião vai durar três dias e decorre sob o lema “Setor da defesa na vanguarda da paz efetiva, unidade nacional e desenvolvimento nacional”.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram no passado dia 06 deste mês o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, encerrando, formalmente, meses de violência armada no país.

O entendimento segue-se à assinatura pelos dois líderes do Acordo de Cessação das Hostilidades Militares, no dia 01 deste mês, no Parque Nacional da Gorongosa, província de Sofala, centro do país.

A última vaga de violência entre as forças governamentais e o braço armado da Renamo, acompanhada com ataques a veículos em alguns troços da principal estrada do país, foi desencadeada pela recusa do principal partido da oposição em aceitar a derrota nas eleições gerais de 2014.

O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional será o terceiro entre as duas partes, uma vez que, além do Acordo Geral de Paz de 1992, que acabou com uma guerra civil de 16 anos, foi assinado em 05 de setembro de 2014 o acordo de cessação das hostilidades militares, que terminou, formalmente, com meses de confrontação na sequência de diferendos sobre a lei eleitoral.

Após a assinatura do acordo de 2014, o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas voltaram a envolver-se em confrontos, na sequência da recusa do principal partido da oposição em reconhecer os resultados das eleições gerais.