Rádio Observador

Incêndios

Cerca de nove mil pessoas retiradas devido a incêndio na Gran Canária

O centro da localidade de Valleseco, onde vivem cerca de quatro mil pessoas, foi evacuado esta noite. Ao todo, já foram evacuados 50 núcleos populacionais devido ao incêndio que lavra desde sábado.

O incêndio já causou enormes danos ambientais. Não há danos pessoais a registar

Angel Medina G./EPA

Cerca de nove mil pessoas foram retiradas das suas casas de várias cidades no norte da Gran Canária na sequência do incêndio florestal ativo desde sábado, 17 de agosto, naquela ilha espanhola. As chamas já percorreram mais de 6.000 hectares e chegaram aos 50 metros de altura, acrescenta o El País.

O ministro afirmou que os próximos dois dias serão cruciais na evolução do fogo, que está a ser combatido por quase um milhar de elementos e 14 aeronaves, num dos maiores dispositivos de combate a incêndios nas Ilhas Canárias e em Espanha.

Durante a noite, o avanço do fogo obrigou as autoridades a tirarem as populações do perímetro urbano do município de Valleseco (que tem 3.784 habitantes), como o bairro de El Carrizal de Tejeda e El Valle e El Risco, em Agaete, no noroeste da ilha.

Imgem do sistema europeu Copernicus mostra a área ardida na ilha

O incêndio já causou enormes danos ambientais, com várias áreas naturais afetadas, incluindo uma das grandes joias verdes da ilha, o Parque Natural de Tamadaba, mas não há danos pessoais a registar.

O Ministro da Agricultura, Luis Planas, desloca-se esta segunda-feira à Grande Canária para se reunir com as autoridades e acompanhar a evolução do incêndio no Centro de Coordenação de Emergência e Segurança de Las Palmas.

No domingo, o presidente do Governo das Ilhas Canárias, Ángel Víctor Torres, disse, numa conferência de imprensa, que o fogo não está dominado e que a situação se manterá pelo menos até quarta-feira, não obstante a ilha dispor do maior dispositivo de combate às chamas que alguma vez teve.

O centro da localidade de Valleseco, onde vivem cerca de quatro mil pessoas, foi evacuado esta noite. De acordo com o Centro Coordenador de Segurança e Emergências, a população será transferida para a localidade de Teror. Ao todo, já foram evacuados 50 núcleos populacionais devido ao incêndio.

Numa altura em que se assinalam 48 horas desde o início do incêndio, que deflagrou no sábado, as pessoas continuam a ser retiradas das zonas ameaçadas pelas chamas, como o caso do bairro de Ayacata, no município de Tejeda.

Na ilha existem 20 estradas que foram cortadas e não é esperado que as pessoas retiradas possam regressar nas próximas horas a casa.

O incêndio tem um perímetro de 60 quilómetros e afeta oito municípios da ilha, disse o presidente das Canárias, Ángel Víctor Torres, que junto com o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação, Luis Planas, informou sobre a evolução do incêndio.

Além da falta de acessos, as temperaturas elevadas e os ventos fortes têm dificultado o combate do incêndio, que mobilizou no domingo mais de 600 bombeiros e 14 aeronaves e levou ao encerramento de 20 estradas.

(Artigo atualizado às 20h)

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)