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Jardim Zoológico

Lisboa na Rua leva cinema ao Jardim Zoológico na celebração dos seus 135 anos

Cartaz conta com filmes clássicos, de aventura ou animação e sessões começam às 21h00 de todas as sextas-feiras. Programa conta ainda com uma biblioteca ao ar livre e sessões de jazz e fado.

Jorge Carmona

A edição deste ano do Lisboa na Rua propõe a comemoração dos 135 anos do Jardim Zoológico com sessões de cinema neste espaço, a inauguração de uma biblioteca ao ar livre e ainda concertos de jazz e fado.

De acordo com a programação esta segunda-feira divulgada pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), da Câmara Municipal de Lisboa, responsável por esta iniciativa, são várias as “propostas culturais gratuitas e diferenciadoras” que o Lisboa na Rua traz aos jardins e largos da cidade durante um mês, entre 27 de agosto e 29 de setembro.

Assim, todas as sextas-feiras vão ser preenchidas com cinema ao ar livre no Jardim Zoológico – que este ano comemora os seus 135 anos –, em sessões do CineCidade, a partir das 21h00.

O cartaz apresenta uma seleção de filmes clássicos, de aventura ou animação, do cinema americano, como “O Feiticeiro de Oz”, “Indiana Jones – Os salteadores da arca perdida”, “Parque Jurássico” e “Up – Altamente”.

Uma das novidades da programação deste ano é a inauguração, em setembro, do Bibliófilo, uma biblioteca ao ar livre, jardim do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, no Campo Grande, na qual será possível encontrar “algumas edições raras e que durante todos os fins de semana estará literalmente ‘de livros abertos’”.

Aos domingos de manhã, a biblioteca terá histórias para os mais novos, e a partir do fim da tarde leituras para os mais velhos, com convidados, como JP Simões, João Paulo Cotrim, Valério Romão, Rita Loureiro ou Mafalda Veiga.

Ainda no campo da literatura, nos dias 1 e 28 de setembro, a comunidade de leitura “Ecotemporâneos” encontra-se no Jardim do Campo de Santana para discutir um livro escolhido por um convidado especial, e debruçar-se sobre a sua história e a sua relação com o jardim.

No primeiro dia será “Cem dias de solidão”, de Gabriel Garcia Marquez, escolhido pela escritora Dulce Maria Cardoso, e no segundo será “A cidade queimada”, de Mário Cesariny, pelos artistas plásticos João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira.

O jardim do Campo Grande será também palco de jazz, ao final das tardes de sábado de setembro, interpretada por jovens músicos, nos Encontros de Jazz Júnior.

Durante esses dias serão apresentados quatro concertos variados, entre temas clássicos e alguns originais, passando pelos repertórios das grandes orquestras de jazz dos anos 1940 e 50 ou temas de Bernardo Sassetti, especifica a EGEAC.

Do jazz para o fado, as noites de quinta-feira vão ser dedicadas à temática “(Sou do) Fado”, que apresenta concertos de estilos diversos dos fadistas Maria Ana Bobone, Duarte, Helder Moutinho e Cristina Branco, nos jardins do Torel, Vasco da Gama, Quinta das Conchas e Parque dos Moinhos de Santana.

Para os domingos de setembro está reservada uma nova temporada do Dançar a Cidade, com aulas abertas a todas as pessoas, num convite a um “pezinho de dança” em pistas improvisadas ao ar livre.

A primeira aula será de afro house e kuduro, no Jardim da Amnistia Internacional, a segunda será de dança do ventre e Bollywood, no Jardim da Cerca da Graça, a terceira propõe ensinar a dançar flamenco e sevilhanas, na Praça Tenente Evangelista Rodrigues à Travessa da Boa Hora, e a última aula será de tango/milongas, no recém-requalificado Rossio de Palma.

Um dos destaques desta programação é o concerto do Real Combo Lisbonense que no dia 07 de setembro, a partir das 21:30, sobe ao coreto do Jardim da Estrela, recriando os conjuntos de baile das décadas de 1950 e 60, ao som de clássicos da música portuguesa.

Uma semana depois, no dia 14, a proposta é a de estender a manta no relvado do Vale do Silêncio para ouvir “mais um concerto obrigatório” da Orquestra Gulbenkian.

“Dirigido pelo maestro Nuno Coelho, o espetáculo Amor no Vale reúne algumas das árias de ópera mais conhecidas que têm em comum a temática do amor, prometendo assim encantar ainda mais o cenário verdejante do Parque dos Olivais”, detalha a programação da EGEAC.

Ao longo do mês, há muitas outras iniciativas para desfrutar ao ar livre na cidade, como o Lisboa Soa, que está de regresso à Estufa Fria com novas propostas de arte sonora, ou os festivais Fuso e Lisboa Mágica (entre 27 de agosto e 1 de setembro) que assinalam com videoarte e magia o arranque do Lisboa na Rua, na próxima semana.

Lisboa Mágica traz 15 convidados internacionais que, durante seis dias vão realizar um total de 174 atuações de arte mágica em 12 locais diferentes, como o Largo do Chiado, o Jardim da Estrela, o Largo do Carmo, a Praça do Município ou a Praça Luís de Camões.

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