A imagem da Volkswagen em nada beneficiou por estar no centro de um escândalo como o Dieselgate. Daí que os responsáveis pela marca alemã tenham entendido que a introdução do seu primeiro eléctrico de nova vaga, o hatchback ID.3, seria a ocasião mais oportuna para encetar um processo de renovação que vai muito para além do compromisso de introduzir motorizações mais “limpas”. O próprio emblema do construtor de Wolfsburg surge muito mais clean, pretendendo com isso sinalizar o início de uma nova era.

Se já na Primavera se falava nos trabalhos que estariam a ser levados a cabo para projectar o novo logótipo, a abertura das portas do Salão de Frankfurt à comunicação social faz luz (literalmente) sobre o resultado. A insígnia, a duas dimensões, ganha em simplicidade sem perder elegância, mas prescinde do cromado, passando a recorrer à iluminação para realçar a sua presença, sobretudo na frente dos novos modelos. Todos eles, sem excepção: sejam eléctricos, híbridos plug-in ou a combustão.

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A luz é o novo cromado. No futuro, o logótipo será iluminado no veículo, nas instalações da marca e nos concessionários”, avança o fabricante.

O azul continua a ser a cor “chave” da marca, embora possa assumir novas tonalidades, e tudo o que diga respeito à conectividade, incluindo a interface das apps, também passará a assumir a nova imagem da marca.

Quanto às instalações da Volkswagen, a começar pela sede e pelos diferentes concessionários espalhados por esse mundo fora, deverão iniciar em 2020 os trabalhos para a adopção da nova imagem, prevendo-se que a mudança fique concluída antes do final do próximo ano.

Este rebranding é descrito como “um dos maiores projectos deste tipo no sector em todo o mundo”. Ao todo, estão envolvidos 10.000 pontos da marca em 154 países, estimando-se que será necessário substituir cerca de 70.000 logótipos.