Michael, de 14 meses, acordou de um coma de cinco dias, reconheceu o pai e sorriu-lhe. Os pais Emma e Stuart Labuschagne tentam agora reunir fundos para lhe salvar a vida, noticiou a CNN este domingo.

Os pais de Michael ficaram horrorizados quando descobriram que o filho tinha parado de respirar na madrugada de 16 de março. O bebé sofreu uma paragem cardíaca e, quando chegou ao hospital, os médicos colocaram-no em coma induzido para lhe proteger o cérebro de mais danos consequentes.

Passados cinco dias, quando acordou do coma, pareceu reconhecer o pai e sorriu. “Para ser sincera, deve ser o momento mais feliz da minha vida. Ele é um milagre vivo, e nunca nos sentimos mais orgulhosos dele”, disse à CNN a mãe.

Michael vive no Reino Unido e foi diagnosticado com um fibroma cardíaco — um tumor que pode bloquear o fluxo sanguíneo no coração de uma criança. Tem 5 centímetros de largura e é enorme, comparando com o pequeno coração de um bebé, que é do tamanho de um dos seus punhos.

A condição de Michael é tão rara que nenhum cirurgião no Reino Unido tem a experiência necessária para remover-lhe o tumor, pelo que os médicos deram duas opções à família: esperar por um transplante de coração ou encontrar fora do país um cirurgião capaz de realizar a operação. Foi então que descobriram o Hospital Infantil de Boston, cujo Programa de Tumor Cardíaco apresenta uma taxa de sobrevivência de 100% nos últimos 10 anos.

A cirurgia custa cerca de 147.000 dólares (133.000 euros). A este valor acrescem ainda outras despesas, como viagens, dias de trabalho perdidos e custos de recuperação. Os Labuschagne dizem estar determinados a dar a Michael o tratamento que ele precisa, não importando o custo. Para isso, abriram uma conta no GoFundMe para arrecadar fundos para a cirurgia, que esperam que se possa realizar em abril.