A mais recente fotografia capturada pelo telescópio Hubble foi partilhada pela NASA no dia 28 de outubro e parece uma cara humana com dois olhos brilhantes que parecem olhar diretamente para quem os fita, escreve o El Confidencial.

Quando os astrónomos examinam profundamente o espaço, não esperam encontrar algo a olhar de volta para eles”, escreve a NASA, acrescentando que “os olhos penetrantes são a característica mais proeminente do que se assemelha a uma criatura de outro universo”.

A explicação é simples e não tem nada de sobrenatural. “Isto não é uma aparição fantasmagórica. O Hubble está a olhar para uma colisão titânica frontal entre duas galáxias”, diz a NASA. Cada olho é representado pelo centro de uma das galáxias e o rosto é formado por estrelas azuis jovens.

Apesar de colisões entre galáxias serem comuns, a maioria delas não acontece devido a um choque frontal. O El Confidencial explica, citando a NASA, que o choque causou uma composição muito peculiar. “A violenta colisão dá ao sistema uma estrutura de “anel” de retenção por apenas um curto período de tempo, cerca de 100 milhões de anos. O acidente puxou e esticou os discos de gás, poeira e estrelas das galáxias para fora. Essa ação formou o anel de intensa formação estelar que molda o nariz e o rosto”.

A formação está registada como Arp-Madore 2026-424 (AM 2026-424) no Catalogue of Southern Peculiar Galaxies and Associations e foi captada em 19 de junho, graças a um programa do telescópio Hubble que ocasionalmente captura fotografias adicionais.

Este programa será agora usado para compilar amostras de galáxias próximas que interagem, para possivelmente conseguirem detalhar a forma como as galáxias se têm desenvolvido ao longo do tempo. “Ao analisar essas observações detalhadas do Hubble, os astrónomos poderão escolher que sistemas serão os principais alvos do Telescópio Espacial James Webb da NASA, com lançamento previsto para 2021“, explicam.

Segundo a NASA, o sistema reside a 704 milhões de anos luz da Terra.