A riqueza líquida média por família aumentou 13,2% entre 2013 e 2017, em todas as classes de riqueza, mas os mais ricos foram responsáveis por mais de metade da riqueza.

O estudo, do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) e Banco de Portugal, mostra que, em Portugal, cerca de 70% da riqueza total é detida pelas famílias que pertencem ao grupo de 20% com maior riqueza, sendo 0,1% da riqueza detida pelas famílias que integram o grupo das 20% com menor riqueza.

“Em termos reais, a riqueza líquida por família aumentou entre 2013 e 2017, 13,2% em termos médios e 10% em termos do valor mediano. O aumento ocorreu nas diferentes classes de riqueza, tendo a desigualdade, medida pelo coeficiente de Gini, passado de 68,4% para 67,9%”, lê-se na nota divulgada pelo instituto.

Os imóveis são os ativos mais importantes das famílias, representando 87,7% do total de ativos. Nos ativos financeiros, os depósitos à ordem são o ativo com maior peso para as famílias da classe de riqueza líquida mais baixa e os depósitos a prazo para as famílias das restantes classes.

Os dados do INE revelam também que, em 2017, 45,7% das famílias tinham dívida e 6,9% enfrentavam restrições no acesso ao crédito.

“Em Portugal, a riqueza por família aumenta com a idade do indivíduo de referência até à idade da reforma e reduz-se nas famílias em que o indivíduo de referência tem idade mais elevada”, conclui o instituto.

Os dados divulgados constam do Inquérito à Situação Financeira das Famílias de 2017.