Ainda não é oficial, mas parece que falta pouco. Em comunicações a que a agência Reuters teve acesso, o Grupo PSA e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) terão informado – separadamente e através dos respectivos canais internos – os seus funcionários que iriam assinar, nas próximas semanas, um documento vinculativo da fusão que estão a negociar desde Outubro.

Para chegar a acordo, ainda no decorrer de 2019, há mais de 50 pessoas envolvidas nas negociações finais. Ainda segundo a agência, foram constituídos nove grupos de trabalho para ultimar detalhes, sob a coordenação do responsável financeiro da FCA David Ostermann e do vice-presidente executivo da PSA Olivier Bourges.

O processo que a General Motors (GM) moveu, entretanto, contra a FCA, alegando que o conglomerado italo-americano interferiu, durante anos, nas negociações com os membros da UAW (o sindicato norte-americano da indústria automóvel), subornando líderes sindicais para influenciar as negociações entre a GM e os trabalhadores, alegadamente para prejudicar a GM e tirar vantagens disso, não deverá obstar à assinatura de um memorando de entendimento ainda em Dezembro. Pelo menos, é essa a posição de John Elkann, chairman da FCA, que se diz confiante que as negociações com a PSA deverão ficar concluídas até ao final do ano.

Em cima da mesa está a criação de uma nova empresa, com sede na Holanda, que se constituirá como o quarto maior construtor automóvel a nível mundial, com cada grupo a ficar com 50% das acções. A avançar, este “casamento” colocará sob a mesma alçada as marcas Abarth, Alfa Romeo, Fiat, Lancia, Maserati, Dodge, Jeep e RAM, que pertencem à FCA, e Peugeot, Citroën, DS e Opel/Vauxhall, que compõem o portefólio de insígnias do Grupo PSA.