Agora com sinal reforçado em Lisboa 98.7 FM No Porto 98.4 FM Início / País Seguir Fitch prevê nova fase de consolidação no setor bancário em Portugal A Fitche prevê que Portugal entre numa nova fase de consolidação bancária no longo-prazo com novos modelos no sector, mais tecnológicos, com um impacto positivo. Agência Lusa Texto 05 Dez 2019, 19:09 i ▲No curto prazo, em 2020, é esperado que os bancos portugueses continuem a apostar na redução dos ativos tóxicos JUSTIN LANE/EPA ▲No curto prazo, em 2020, é esperado que os bancos portugueses continuem a apostar na redução dos ativos tóxicos JUSTIN LANE/EPA A agência de rating Fitch considera que haverá consolidação no setor bancário português a longo prazo, face à pressão sobre as receitas dos bancos e à necessidade de criar instituições mais resilientes.No relatório esta quinta-feira divulgado sobre os bancos da Europa ocidental, a Fitch considera que as receitas dos bancos portugueses continuam sob pressão devido a baixas taxas de juro, concorrência e crescimento limitado do crédito, afirmando que para compensar os bancos têm de investir mais em tecnologia (digitalização), alterar modelos de negócio, reduzir custos e fazer “parcerias com outras instituições financeiras”. “A longo prazo, acreditamos que o setor bancário português passará por uma nova fase de consolidação, que deverá resultar em mais modelos de negócios resilientes e positivos para os perfis de crédito dos bancos”, afirma a agência de notação financeira.A concentração e a consolidação do sistema bancário português é um tema que tem estado em debate no setor, com vários operadores do mercado a considerarem que a necessidade de os bancos reduzirem custos, de responderem a novos operadores que entram no setor, assim como o abrandamento da economia e os baixos juros, podem levar a mais operações de concentração, com fusão de bancos. Aliás, é conhecido que vários responsáveis europeus têm dado a entender que veriam com bons olhos a consolidação bancária, não só em Portugal como na zona euro.No início de julho, numa conferência internacional em Lisboa, o presidente do Mecanismo Único de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Andrea Enria, considerou que a dimensão adequada do setor bancário é “difícil de avaliar”, mas que “parece ser claro que o setor bancário europeu continua a ser muito grande” e a precisar de consolidação. Ainda segundo o relatório desta quinta-feira da Fitch, já no curto prazo, em 2020, é esperado que os bancos portugueses continuem a apostar na redução dos ativos tóxicos, como crédito malparado.A agência estima que o setor bancário português reduzirá o rácio de crédito malparado para 5% ou 6% do total em dois a três anos, face aos 9% de fim de junho de 2019, através de medidas como vendas de carteira de crédito ou abate ao ativo.Espera ainda que os bancos, em 2020, reduzam outros ativos problemáticos, como exposição a imóveis e fundos de reestruturação, onde considera que até agora os progressos foram limitados.