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Um milhão de assinaturas contra sátira de Natal do Porta dos Fundos na Netflix no Brasil

Em apenas uma semana, a petição online contra o filme "Especial de Natal: A Primeira Tentação de Cristo", da produtora brasileira Porta dos Fundos, conseguiu mais de um milhão de assinaturas.

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O filme não agradou a grupos religiosos, que criticaram a temática abordada, tendo criado a iniciativa que apela ao "impedimento" do filme "por ofender gravemente os cristãos"

D.R.

O filme não agradou a grupos religiosos, que criticaram a temática abordada, tendo criado a iniciativa que apela ao "impedimento" do filme "por ofender gravemente os cristãos"

D.R.

Uma petição online contra o filme “Especial de Natal: A Primeira Tentação de Cristo”, uma sátira da produtora brasileira Porta dos Fundos, exibido na plataforma Netflix, conta com mais de um milhão de assinaturas.

Lançada na semana passada no Change.org, um site que permite a criação de petições online, a iniciativa apela ao “impedimento” do filme “por ofender gravemente os cristãos”, tendo já ultrapassado a marca de um milhão de assinaturas.

Em causa está a mais recente comédia da Porta dos Fundos, “Especial de Natal: A Primeira Tentação de Cristo”, lançada em 3 de dezembro, e que apresenta Jesus Cristo como homossexual, questionando a sua vocação para pregar a palavra de Deus.

O filme, de 46 minutos, protagonizado pelos humoristas brasileiros Gregorio Duvivier e Fábio Porchat, não agradou a grupos religiosos, que criticaram a temática abordada.

A Associação Nacional de Juristas Islâmicos (ANAJI) do Brasil, formada por juristas muçulmanos que têm como objetivo defender os interesses da comunidade islâmica no país, emitiu uma nota de repúdio contra o grupo Porta dos Fundos e contra a Netflix por considerar que desrespeita a fé cristã.

É com imenso pesar que a ANAJI repudia a atitude do Porta dos Fundos e Netflix, que em vídeo deturpa a imagem do profeta Jesus e sua mãe, Maria. O artigo 5.º da Constituição brasileira deixa bem claro a proteção e respeito ao sagrado”, indica a associação.

Esta entidade alerta ainda que a “liberdade de opinião e de expressão, também garantida pela Constituição, tem caráter relativo, podendo ser exercido tão somente dentro dos limites impostos pelo ordenamento jurídico, de maneira que não haja o desrespeito e o fomento de aversões ou agressões a grupos religiosos, caso contrário implica na tipificação de crime”.

O documento, assinado pelo presidente da ANAJI, Girrad Mahmoud Sammour, pede aos “cidadãos de bem” que denunciem a obra cinematográfica em causa, independentemente da sua religião, argumentando que a “liberdade deve ser para todos, sem exceção”.

Estamos contra qualquer desrespeito e em solidariedade aos nossos irmãos cristãos. No Alcorão Deus diz para nos auxiliarmos na virtude e piedade e não no pecado e hostilidade”, refere o documento, acrescentando que a ANAJI irá tomar todos os “meios judiciais cabíveis para coibir tamanho desrespeito”.

Também o bispo católico brasileiro Henrique Soares da Costa, da Diocese de Palmares, no estado de Pernambuco, usou a rede social Facebook para declarar que anulou a sua subscrição da plataforma Netflix após o lançamento do filme “A Primeira Tentação de Cristo”, apelando aos cristãos que procedam da mesma forma.

“Em pleno tempo de preparação para o Natal do Senhor, a Netflix deu um bofetão no rosto de todos os cristãos, cuspiu na nossa cara, troçando da nossa fé. Certamente, instigada pela força demoníaca que tem inspirado tantos corações e mentes nestes tempos de neopaganismo, esta empresa ofereceu na sua programação como ‘Especial de Natal’ um filme blasfemo, vulgar e desrespeitoso (…) com a fé de todos os cristãos”, escreveu o bispo.

Henrique Soares da Costa pediu aos crentes que “atinjam” a Netflix e a Porta dos Fundos naquilo que realmente lhes importa, “o bolso”. “Como bispo da Igreja, eu exorto vivamente aos cristãos: neste Natal, proclame o seu amor, a sua fé, o seu respeito em relação a Nosso Senhor Jesus Cristo, mostre que o seu amor por Ele é real e ativo: cancele a assinatura da Netflix e lá, no menu apropriado, explique o motivo: ‘desrespeito por Jesus Cristo’, ‘desrespeito pelo cristianismo'”, escreveu o prelado na rede social.

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