A criminalidade geral na área de intervenção da PSP no distrito de Aveiro desceu 6,9%, em 2019, comparativamente com o ano anterior, revelou esta terça-feira aquela força policial.

Os dados foram apresentados durante a cerimónia do 133.º aniversário do Comando Distrital de Aveiro da PSP.

“Considerando os crimes denunciados nos últimos cinco anos, a criminalidade geral apresenta uma tendência para diminuir”, disse o comandante distrital da PSP, Paulo Pereira.

Segundo o mesmo responsável, a criminalidade violenta e grave também sofreu uma redução de 3,4%, tendo sido detidas 719 pessoas, sendo a causa mais frequente a condução sob o efeito do álcool.

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Das mais de mil operações, destaco as realizadas no âmbito da prevenção e fiscalização rodoviária, as mais de 58 mil viaturas fiscalizadas e cerca de 31 mil participações por infrações às normas do direito estradais, entre as quais cerca de 500 infrações consideradas muito graves”, referiu.

No âmbito da sinistralidade rodoviária, a PSP registou uma redução de acidentes, vítimas mortais e feridos graves e, no âmbito da investigação criminal, foram iniciados cerca de 4.000 mil processos e concluídos mais de 4.500 processos, o que resultou numa taxa de execução de 113%.

Na sua última intervenção pública como comandante distrital da PSP de Aveiro, Paulo Pereira destacou a “complexidade e dispersão” do comando que integra cinco esquadras territoriais e seis esquadras de competência específica localizadas em Aveiro, Espinho, Ovar, Santa Maria da Feira e São João da Madeira.

“Este facto impõe maiores desafios na gestão dos recursos disponíveis e uma sobrecarga nos serviços de apoio”, referiu.

Quanto ao estado de conservação dos edifícios, Paulo Pereira destacou pela negativa as instalações da esquadra de Ovar, que se encontram em “condições menos adequadas”.

O mesmo responsável sublinhou ainda a idade “elevada” da maioria da frota que tem mais de 12 anos e mais de 150 mil quilómetros, verificando-se as situações “mais críticas” nos carros afetos à investigação criminal e equipas de intervenção rápida.

Paulo Pereira disse ainda que o efetivo policial tem em média 49 anos, uma idade que considerou ser “relativamente elevada” para o conteúdo funcional da profissão.

Apesar do que tem sido feito nos últimos anos nesta matéria, o comandante sublinhou a necessidade de intervir para melhorar instalações algumas delas degradadas, melhorar condições de trabalho dos policias e de acolhimento para os cidadãos, bem como modernizar sistemas de comunicação, informação e reforço de meios operacionais.

Ao fim de apenas quatro meses em Aveiro, o antigo comandante que irá assumir a partir de 5 de março o comando metropolitano de Lisboa, disse que foi um “privilégio e uma honra ter trabalhado neste comando”.