As aulas práticas e laboratoriais de cursos como Medicina, Enfermagem, Ciências da Vida ou Biologia estão suspensas devido à pandemia de Covid-19, mas os reitores garantem que nenhum aluno será prejudicado.

Desde meados de março que os mais de 300 mil alunos do ensino superior passaram a ter apenas aulas à distância, por decisão do Governo para conter a disseminação do novo coronavírus que já infetou quase três mil pessoas em Portugal.

Mas há cadeiras que estão suspensas: são as aulas práticas ou de laboratório que implicam a proximidade entre pessoas e manuseamento de equipamentos que podem aumentar o perigo de contágio pelo novo coronavírus.

A medida afeta milhares de alunos de cursos como medicina, enfermagem, ciências da vida, biologia, veterinária, geologia, engenharias e ensino artístico, que ficam sem saber quando terão essas disciplinas feitas.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Fontainhas Fernandes, disse à Lusa que as instituições estão atentas a este problema e garantiu que “nenhum aluno será prejudicado”.

As instituições de ensino superior estiveram esta quarta-feira reunidas para partilhar formas de trabalho e encontrar as melhores soluções para os problemas que vão surgindo, e este foi um dos assuntos abordados.

“Estamos todos a trabalhar para que os nossos alunos concluam com êxito o ano letivo”, disse o presidente do CRUP no final da reunião, explicando que ainda não existe uma solução para as aulas práticas e de laboratório suspensas, até porque ainda não é possível saber quando será levantado o Estado de Emergência nem quando serão retomadas as aulas presenciais.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 0h de 19 de março e até às 23h59 de 2 de abril.

Desde segunda-feira da passada semana que todas as escolas do país, desde creches e estabelecimentos de ensino superior foram encerradas, estando neste momento mais de dois milhões de crianças e jovens em casa. A maioria está a ter aulas à distância.