O Instituto de Virologia de Wuhan desmentiu este domingo as suspeitas dos Estados Unidos que apontam este laboratório como fonte do novo coronavírus e de ser responsável pela pandemia de covid-19 que já fez mais de 160 mil mortos.

Depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter avisado no sábado a China para as possíveis consequências se for provada a responsabilidade do país na disseminação do SARS-CoV-2, o diretor do laboratório, Yuan Zhiming, referiu em entrevista ao canal de televisão CGTN que as acusações foram feitas “sem provas” e “para enganar as pessoas”.

“É impossível que este vírus venha daqui”, afirmou Zhiming, citado pela agência AFP.

De acordo com a maioria dos cientistas, o novo coronavírus foi provavelmente transmitido ao homem por um animal em dezembro, associando-se a esta hipótese a existência de um mercado em Wuhan — a poucos quilómetros do Instituto de Virologia – que alegadamente vendeu animais selvagens vivos.

Os EUA são o país mais atingido pela pandemia de covid-19, registando mais de 38 mil mortos e pelo menos 732 mil casos de infeção confirmados, segundo os números apurados pela Universidade Johns Hopkins.

Na sua última conferência de imprensa diária, Trump, que garantiu que os Estados Unidos estão a conduzir as suas próprias investigações sobre a origem do novo coronavírus, defendeu que a pandemia “podia ter sido impedida antes de ter começado e não foi”, considerando ainda que “agora o mundo inteiro está a sofrer por causa disso”.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 160 mil mortos e infetou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 518 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.