A garantia é do ministro dos Negócios Estrangeiros, mas carece de confirmação por parte dos restantes países do espaço Schengen: os emigrantes portugueses poderão vir passar as habituais férias de verão a Portugal. Isto, claro, se as fronteiras estiverem abertas por essa altura. “É nisso que estamos a trabalhar”, afirmou Augusto Santos Silva numa audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, esta terça-feira. Quanto ao repatriamento de portugueses retidos no estrangeiro, houve 5.500 pedidos, dos quais 4.900 já foram dados como concluídos. Alguns, explicou, optaram por não regressar.

“Trabalhamos afincadamente para que essas viagens [dos emigrantes, no verão] se possam realizar. Temos todos o gosto em que venham, além de que é um direito deles e será uma contribuição importante para reanimar o nosso território, não só em termos económicos como sociais. Portanto, no que depender de nós, esse regresso está garantido, é preciso é trabalhar em conjunto com os países da União Europeia para que as restrições do espaço Schengen possam ser levantadas até ao verão, é nisso que estamos a trabalhar”, disse Augusto Santos Silva aos deputados.

Ouvido na tarde desta terça-feira numa audição regulamentar no Parlamento, Augusto Santos Silva deu ainda conta da atualização dos números relacionados com os portugueses retidos no estrangeiro que pediram para voltar: foram feitos 5.500 pedidos de apoio por parte de turistas portugueses, viajantes ou trabalhadores portugueses não residentes nos países onde se encontravam na altura da pandemia, e, desses, 4.900 processos foram concluídos com sucesso. Ou seja, a taxa de conclusão dos processos de repatriamento está neste momento na ordem dos 90%.

Essa taxa aumenta para quase a totalidade no caso dos estudantes portugueses ao abrigo do programa Erasmus, a quem foi dado um tratamento particular para repatriamento. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, só 4 estudantes que solicitaram apoio é que ainda não conseguiram voltar para Portugal. “Dois deles encontravam-se no Kosovo”, informou o ministro.

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