É mais uma prova contra o pai e a madrasta de Valentina. As imagens de video-vigilância de uma bomba de gasolina em Atouguia da Baleia, em Peniche, captaram o casal, Sandro e Márcia, no carro no passado dia 6 de maio, pelas 22 horas, avança o Correio da Manhã. Estariam já com a criança de 9 anos morta no banco de trás e estariam a conduzir em direção à serra D’el Rei, onde terão deixado o corpo coberto por arbustos.

De acordo com aquele jornal, as imagens captadas pelas câmaras da bomba já foram anexadas ao processo, constituindo mais uma prova de que o corpo foi levado por ambos para o mato, a cerca de seis quilómetros de onde viviam. O processo está em fase de investigação, tendo a Polícia Judiciária de Leiria seis meses para investigar, devendo o caso regressar depois ao Ministério Público para deduzir acusação. Entretanto, o pai e a madrasta continuam em prisão preventiva.

Para sustentar a prisão preventiva há um conjunto de provas e evidências, como é o caso do relatório preliminar da autópsia à criança, assim como o testemunho feito pelo filho mais velho de Márcia, a madrasta de Valentina. A criança de 14 anos aceitou testemunhar perante um juiz, na presença de um advogado, e contou que a criança foi espancada em casa, tendo ele ligado para Márcia quando viu Valentina a espumar pela boca.

Valentina teve uma morte violenta, com lesões na cabeça e indícios de asfixia, indica o resultado preliminar da autópsia

O relatório preliminar da autópsia é explicativo no que diz respeito à violência cometida sobre a criança. Diz que as agressões sofridas “provocaram-lhe lesões por ação contundente (escoriações e equimoses) em diversas partes do corpo, como a face, tórax, o dorso e os membros” e conclui que “as lesões não foram produzidas por eventual crise convulsiva”, mas sim por ação contundente. A violência exercida sobre a criança provocou-lhe “infiltrações hemorrágicas observadas no crânio”. Além disso, a presumível queda na banheira provocou-lhe a “perda da consciência, edema cerebral e hemorragia”.

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