Os municípios da Área Metropolitana de Lisboa querem um aumento da oferta do serviço público de transporte e o reforço das medidas de segurança e higienização nos veículos, numa altura em que a situação epidemiológica na região se agravou.

Numa nota enviada esta sexta-feira, a Área Metropolitana de Lisboa (AML), que é a autoridade metropolitana de transportes, afirma que está a trabalhar em colaboração com os operadores no sentido de “injetar maior confiança no sistema de transporte público de passageiros”.

“A urgência na resolução destas questões assume agora maior importância, tendo em conta não só a situação epidemiológica na região, mas também as estimativas da Área Metropolitana de Lisboa, que apontam para uma afluência mais elevada de utentes aos transportes públicos de passageiros no início do mês de junho, em função da entrada em vigor de novas medidas de desconfinamento”, lê-se na nota.

O tema dos transportes foi debatido na quinta-feira numa reunião do Conselho Metropolitano, na qual foi discutida igualmente a “capacitação financeira do setor”.

A AML afirma ainda que estão agendadas para os próximos dias várias reuniões entre autoridades de transportes, operadores públicos e privados, e membros do Governo para a rápida adoção de medidas para o setor, considerando que a normalização do sistema público de transportes “é essencial na retoma das atividades económicas na região metropolitana”.

Os municípios decidiram agendar “com caráter de urgência” uma reunião entre Câmaras e membros do Governo para debater questões relativas à gestão das praias e zonas costeiras, no contexto da pandemia da Covid-19, nomeadamente a higienização e a segurança.

Em Portugal, morreram 1.383 pessoas das 31.946 confirmadas como infetadas, e há 18.911 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal entrou no dia 3 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.