Há quase um mês que o número de infeções detetadas em 24 horas não tinha aumentos tão significativos em Portugal. E o principal problema no que se refere a novos contágios continua a incidir na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Apesar de ter sido corrigido horas mais tarde, o boletim publicado pela Direção-Geral de Saúde esta sexta-feira, como habitual referente aos dados recolhidos ao longo do dia anterior, indica que foram detetados mais 377 casos de infeção com o novo coronavírus em Portugal — não havia tantos casos novos detetados em 24 horas desde 8 de maio — e que no final dia eram menos 21 as pessoas internadas (desceu de 445 para 421). Ainda nos internamentos, o número de pessoas em unidades de cuidados intensivos (UCI) manteve-se nos 58.

Há ainda registo de mais dez mortes com Covid-19 no país, elevando-se o total de vítimas mortais desde o início da pandemia de 1.455 para 1.465. O número de casos confirmados de infeção é, desde março, 33.969. O número de recuperados também aumentou, para 20.526 — há registo de 203 pessoas que recuperaram nas últimas 24 horas, um aumento de 1%.

Ao fim da tarde de sexta-feira, a DGS emitiu uma nota onde fez uma retificação e deu conta de que foi apurado “um número de internamentos hospitalares por Covid-19 que foi inferior ao hoje [sexta-feira] reportado no relatório de situação”. Assim, os novos dados mostram que, afinal, há menos pessoas internadas devido à Covid-19: há 421 pessoas internadas — e não 475 como tinha sido inicialmente avançado. Também o número de pessoas nos cuidados intensivos foi corrigido: são 58 e não 64.

Quase nove em cada dez casos novos são em Lisboa e Vale do Tejo

O boletim divulgado esta sexta-feira mantém a tendência de que o grande foco de contágios em Portugal está neste momento localizado na região de Lisboa e Vale do Tejo. Dos 377 casos novos confirmados, 336 — ou seja, 89% — foram nesta região do país.

Os concelhos da região que mais fizeram disparar o número total de infeções detetadas esta quinta-feira foram Sintra — que soma 121 casos novos, um valor que poderá ser o acumulado de dois dias, já que quinta-feira não foram revelados dados relativos a este concelho —, Amadora (36), Loures (25), Lisboa (19), Seixal e Cascais (16), Odivelas (15), Oeiras (13) e Vila Franca de Xira (12).

Outro dado a reter passa pela idade dos infetados detetados ao longo do dia de esta quinta-feira. Só aproximadamente 5% dos infetados tinham mais de 70 anos e quase metade (aproximadamente 47%) tinham entre 20 e 40 anos.

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Açores com mais dois casos confirmados

Apesar de Lisboa e Vale do Tejo ter sido a zona que teve um crescimento mais significativo no número de casos de infeção nas últimas 24 horas — o aumento foi de 2,8%, quando nenhuma outra região do país teve um crescimento de mais de 1,5% no número de casos —, há variações a reter noutras regiões.

Um dos dados mais relevantes é o facto de nos Açores terem sido confirmados mais dois casos de infeção, ao contrário da Madeira — a única região do país onde não foi detetado nenhum caso novo. Nos Açores, eram 138 os casos confirmados desde o início do surto e são agora 140 — um crescimento de 1,4% nas últimas 24 horas.

Já o Alentejo (mais um caso, subindo de 262 para 263, o que equivale a um aumento de 0,4%), a região Sul (mais 4 casos; são agora 380, ou seja, mais 1,1%), a região Centro (mais 19 casos, equivalente a um aumento de 0,1%) e a região Norte (mais 15 casos, exatamente os mesmos da véspera, o que representa um aumento de apenas 0,1% em 24 horas) tiveram também novos casos confirmados.

DGS corrige boletim. Afinal, há menos pessoas internadas

Oito das dez mortes em pessoas com mais de 80

Dos dez óbitos com Covid-19 contabilizados esta quinta-feira em Portugal, oito foram de pessoas com mais de 80 anos (dois homens e seis mulheres), um de uma mulher com 70 a 79 anos e outro de um homem com 60 a 69 anos, refere o boletim da Direção Geral de Saúde.

Quatro das vítimas mortais eram da região Lisboa e Vale do Tejo, outras tantas da região Centro e duas eram da região Norte.

[Artigo atualizado às 18h53 com a retificação do número dos internamentos feita pela DGS]