O presidente do Bayern de Munique disse esta segunda-feira que a UEFA “não fez um grande trabalho” na investigação ao Manchester City, por incumprimento do fair play financeiro, após os ingleses recorrerem com sucesso de uma suspensão de dois anos.

Há duas semanas, o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) considerou que várias das acusações da UEFA sobre quebra de regras financeiras por parte dos citizens não podiam ser provadas, enquanto que outras estavam fora do tempo limite, decidindo anular a suspensão de dois anos das competições europeias que o organismo de cúpula do futebol europeu tinha aplicado.

Acredito que a decisão final do TAS foi resultado de o painel responsável da UEFA não ter feito um grande trabalho. (…) O que ouvi de várias fontes foi que não tinha estado bem organizado”, explicou Karl-Heinz Rummenigge, numa conversa com a Associated Press.

Embora o veredicto final ainda vá ser publicado, o antigo jogador, que integra o Comité Executivo da Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla inglesa), parabenizou o City, a quem contratou recentemente o alemão Leroy Sané, por 60 milhões de euros. O mercado de transferências “foi afetado pela Covid-19”, até pelo negócio de Sané, que teria custado uma verba “totalmente diferente” antes da pandemia ter efeitos no setor, defendeu.

Sobre o mecanismo de fair play financeiro, que a UEFA tornou menos restrito para os clubes poderem fazer frente às perdas causadas pela pandemia, Rummenigge afirmou manter o “otimismo” de que pode, “se for feito de forma diferente, ser muito útil”.

“Nos últimos 10 anos, o futebol mudou dramaticamente em termos de comportamento financeiro, por isso temos de encontrar ferramentas diferentes”, atirou o presidente do clube, este ano campeão alemão pela oitava vez consecutiva.