Os bombeiros de Izeda voltaram esta segunda-feira a prestar socorro à população depois de quase duas semanas inoperacionais e o quartel fechado devido a um surto de Covid-19 na vila do concelho de Bragança.

Apesar de alguns elementos permanecerem de quarentena, o número de operacionais já é suficiente para retomarem a atividade desde as 8h desta segunda-feira, como anunciou à população o comandante dos bombeiros, Óscar Esménio. O comandante é um dos nove bombeiros que testaram positivo ao novo coronavírus entre os 38 elementos da corporação, a maioria dos quais tiveram de cumprir quarentena por contactarem com os infetados.

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Numa publicação nas redes sociais, o comandante informa que a partir desta segunda-feira, o corpo de bombeiros retoma a operacionalidade depois de as instalações do quartel terem sido “devidamente higienizadas e desinfetadas”.

Embora alguns bombeiros se mantenham em isolamento, aqueles que estão aptos são suficientes para garantir o socorro a esta zona do sul do concelho de Bragança, que nos últimos dias foi assistida pelas corporações vizinhas de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vimioso.

Os bombeiros de Izeda têm também um bar nas instalações que ajuda a financiar as atividades e que é frequentado pela comunidade, que só deverá reabrir “previsivelmente no fim de semana de 8 de agosto”, de acordo com o comandante.

Na origem do surto na vila de Izeda terá estado um emigrante em Espanha que visitou a localidade. Desde o início da pandemia que em todo o distrito de Bragança totaliza mais de 400 casos confirmados de infeção e 24 mortes associadas à Covid-19, sem registo de óbitos desde maio.

O atual período de férias é o medo das autoridades locais, como realçou recentemente à Lusa Carlos Vaz, presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste. Nesta época chega ao Nordeste Transmontano gente de outras zonas portuguesas, nomeadamente Lisboa, e do estrangeiro.

Essas pessoas, porque estão assintomáticas, sem querer, podem contagiar muita gente nas nossas aldeias e é o nosso medo”, declarou à Lusa o presidente da ULS do Nordeste.

Carlos Vaz lembrou que os casos que se têm registado na região têm sido importados e pede a quem visita o distrito de Bragança, sobretudo as populações mais envelhecidas, que tomem todos os cuidados. Entre esses cuidados destacou o uso da máscara e o evitar do contacto físico, nomeadamente afetos como beijos e abraços.