O resultado preliminar da autópsia ao corpo de Valentina apontava para uma morte violenta, com lesões na cabeça e indícios de asfixia. Esta quinta-feira, o Correio da Manhã avança que, segundo a autópsia já na posse dos investigadores da Polícia Judiciária de Leiria, a criança de nove anos sofreu convulsões que lhe provocaram a morte, depois de o pai a ter abanado repetidas vezes na casa de banho naquela manhã — a agressão resultou no descolamento do crânio.

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Valentina acabou por morrer nesse mesmo dia, 6 de maio, ao final da tarde — pai e madrasta saíram de casa durante a tarde e quando voltaram a criança já estaria morta. A criança foi encontrada sem vida nos primeiros dias de maio na serra D’el Rei, em Peniche, distrito de Leiria.

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Na origem do crime, segundo a PJ, terão estado “questões internas do funcionamento da família”. De acordo com o que já antes escreveu o Observador, a criança estava em casa do pai, Sandro Bernardo, “há algum tempo” durante o isolamento social necessário em virtude da pandemia da Covid-19. Na casa onde ocorreu o crime, estariam ainda mais três crianças, uma com cerca de “11/12 anos, uma de quatro anos e outra de meses”.

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O pai de Valentina está em prisão preventiva por suspeitas de homicídio e ocultação do cadáver da menina de 9 anos. Sandro Bernardo, que em menos de um mês tentou suicidar-se duas vezes, está impedido de exercer o poder parental em relação às duas filhas menores que tem com Márcia, madrasta de Valentina.