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A fotografia falava por si. A partir dos Açores, Carlos César aproveitava um domingo insuspeito de agosto (dia 16) para ir à sua conta pessoal do Facebook e, com um clique, avivar a memória dos protagonistas políticos da ala esquerda: cada um, de Jerónimo de Sousa a Catarina Martins, passando por Heloísa Apolónia e culminando em António Costa, de caneta em riste a assinar aquilo que, em 2015, daria vida à primeira, e até ver última, edição da geringonça. A fotografia é repartida — na verdade, não é mais do que uma colagem de várias fotografias numa só –, já que, na altura, a delicadeza do assunto levou a que os parceiros inéditos do PS não quisessem ser vistos a posar numa mesma fotografia, que seria, como a montagem foi, eternizada.

No texto que acompanhava a imagem, o presidente do PS fazia eco do que António Costa já tinha dito em pleno Parlamento no último debate do Estado da Nação e pedia um novo acordo escrito com os parceiros da esquerda. Mas carregava nas tintas. Se Costa tinha dito desafiado o PCP, o BE e os Verdes a alinharem num “roteiro de ação para o médio e longo prazo” no “horizonte da legislatura”, César pressionava agora para que se assinasse um “enunciado programático” e que se fizesse isso “de uma vez por todas e sem mais demoras e calculismos”.

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