O número de doentes ligeiros a serem atendidos nas urgências representam já quase metade do total (45%), segundo o jornal Público, que cita dados provisórios do portal da monitorização diária dos serviços de urgência. Representa um ligeiro aumento face aos 42% registados em 2019.

Em quase todas as regiões, a proporção de pulseiras brancas (atendimento programado), azuis (doentes não urgentes) e verdes (doentes pouco urgentes) aumentou. Apenas a região de Lisboa e Vale do Tejo apresenta uma tendência inversa, com as pulseiras laranjas (muito urgente) e vermelhas (doente emergente) a ganharem peso no total de atendimentos até agosto.

Uma das razões apontadas para este aumento de atendimentos não prioritários no país tem que ver com a falta de resposta de alguns centros de saúde, de acordo com o Público.

[Rui Nogueira, presidente da Associação de Médicos de Medicina Geral e Familiar falou à Rádio Observador. Ouça aqui.] 

Centros de Saúde. “Temo que no outono/inverno não haja capacidade de resposta”

Ainda assim, Lisboa e Vale do Tejo continua a ser uma das regiões do continente que atende uma maior proporção de doentes ligeiros (49,2%), apenas ultrapassado pelo Algarve (51,2%).

O Centro, por outro lado, é a região que atende uma menor proporção de casos ligeiros (38,8%), seguido de Norte (42,9%) e Alentejo (45%).

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