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Três jornadas, um líder isolado, as primeiras queixas relativas à arbitragem. Na sequência da ronda que antecedeu a primeira paragem no Campeonato para compromissos das seleções nacionais, o Benfica, primeiro classificado só com vitórias, deixou duras críticas ao que se passou no encontro entre FC Porto e Marítimo no Dragão, que acabou com o triunfo dos insulares, ao mesmo tempo que não deixou passar a partida na Luz que realizou este domingo diante do Farense, queixando-se do lance que originou o golo dos algarvios que fez o 3-2. Em paralelo, entre a mira ao Conselho de Arbitragem, houve ainda uma particularização das críticas ao central Pepe.

“Temos de manifestar a nossa incompreensão pela análise do lance do segundo golo farense. A falta sobre Otamendi é evidente nas repetições de vários ângulos do lance. Felizmente, esse erro não hipotecou a vitória da nossa equipa, mas não deixa de ser grosseiro. Este começo de época já está a ser marcado pela pressão exercida pelo FC Porto antes, durante e após os jogos”, referiu o newsletter diária do clube esta segunda-feira.

“O que se passou no jogo entre FC Porto e Marítimo é demasiado grave para que os responsáveis pelo futebol português finjam que nada viram. Antes da partida, o treinador reclamou pelo antijogo e, na segunda parte, estando em desvantagem e sem qualquer correspondência com os tempos de paragem, foram dados mais dez minutos. O primeiro golo do FC Porto foi precedido de falta nítida de Danilo. E o penálti assinalado devido a uma pretensa falta sobre Marega não deveria ter existido. Inexplicavelmente, o VAR nada disse. E aqui colocam-se questões muito concretas ao Conselho de Arbitragem. Não viram? Não avaliam o que se passou? Qual a explicação para tão evidentes erros, principalmente do VAR? E qual a razão para as sucessivas nomeações do VAR Luís Ferreira para os jogos do FC Porto, quando são de todos conhecidas as suas sucessivas falhas de avaliação sempre em benefício daquele clube?”, destacou a comunicação oficial dos encarnados.

“Durante o jogo, é todo um espetáculo de pressões e intimidação, por parte do banco portista, sobre adversários e equipa de arbitragem. Aliás, parece que existem duas regras nesta Liga. Uma para todos os outros clubes, impondo-se respeito e à mínima situação admoestando e bem. Outra para o FC Porto, onde tudo é permitido, desde constantes insultos e pressão, além das sucessivas entradas a matar como as de Pepe, que beneficia de uma impunidade subserviente dos árbitros que os deveria envergonhar. Só falta mesmo voltar aos tempos das fugas em corrida dos árbitros e perseguições dos jogadores do FC Porto perante a complacência de todos. E no pós-jogo ainda se fazem de vítimas com a distinta lata de virem a público queixarem-se de eventuais erros de arbitragem, a qual lhes foi favorável conforme reconhecido unanimemente”, apontaram de seguida.

“Para o sistema ser perfeito, vêm depois os órgãos disciplinares aplicar castigos a quem denuncia e prova, com factos, os erros que ninguém entende por que razão existem e que nunca se interrogam sobre a repetição de algumas nomeações de quem está sempre por trás desses erros e finge não ver as constantes pressões antes, durante e após os jogos por parte dos diferentes responsáveis daquele clube. Os mesmos, afinal, que nunca viram os bonecos insufláveis, representando árbitros, enforcados em viadutos, e até hoje promoveram um apagão sobre a célebre invasão ao centro de treinos de árbitros. Estamos apenas na terceira jornada e veja-se quem, nos jogos com Braga e Marítimo, já beneficiou de erros que ninguém entende como foram possíveis. Será que no Conselho de Arbitragem ninguém viu nada? De que têm medo?”, concluiu a newsletter das águias.

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