Neste primeiro semestre do ano letivo 2020/2021 saíram de Portugal menos 71% de estudantes para integrarem o programa Erasmus+ do que há um ano. Segundo o Diário de Notícias, enquanto em 2019 saíram para estudar no estrangeiro 5192 alunos, agora os números estão nos 1509. Muitos estudantes desistiram do processo por causa pandemia de Covid-19, outros optaram por fazê-lo no segundo semestre, na esperança que os números de infeções baixem.

O mesmo aconteceu no movimento contrário, ou seja, a procura de Portugal para estudar a avaliar pelos dados da Erasmus Student Network (ESN) de Lisboa, associação que apoia os estudantes em mobilidade, que vendeu 500 cartões neste ano quando em 2019 vendeu o triplo. Os estudantes estrangeiros escolhem maioritariamente Lisboa e Porto, seguindo-se Coimbra.

Também ao DN, Raul Santos, diretor de comunicação da Universidade do Porto (UP), aponta uma redução “em linha com o que se passa na Europa, obviamente com algumas variações entre países.” No primeiro semestre de 2020-2021, a UP recebeu 537 alunos estrangeiros, quando em igual período de 2019-20202 eram 1500. E os portugueses que decidiram estudar lá fora passaram de 992 para 322. Muitos já se tinham inscrito antes dos primeiros casos da doença em Portugal, só que grande parte desistiu, lê-se.