“Os preços do petróleo devem aumentar muito gradualmente face aos níveis atuais e chegar a uma média de 44 dólares em 2021, subindo face aos estimados 41 dólares por barril este ano, num contexto de uma recuperação lenta da procura e um abrandamento nas restrições à oferta”, lê-se no relatório sobre a evolução das matérias-primas.

De acordo com este relatório do Banco Mundial, divulgado na sequência dos Encontros Anuais do banco e do Fundo Monetário Internacional (FMI), “quase todos os preços das matérias-primas recuperaram no terceiro trimestre deste ano, depois de fortes declínios no início do ano devido à pandemia de covid-19”.

Face aos níveis de abril, “os preços do crude duplicaram, sustentados nos fortes cortes à produção decretados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mas continuam um terço mais baixos face aos níveis anteriores à pandemia”, acrescenta-se ainda no documento.

Para os analistas do Banco Mundial, “o principal risco à previsão sobre os preços das matérias-primas é a duração da pandemia, incluindo o risco de intensificação de uma segunda vaga no hemisfério Norte e a rapidez com que a vacina é desenvolvida e distribuída”.

A pandemia, de resto, é encarada como “um choque para os mercados globais das matérias-primas, apresentando um desafio para os decisores políticos” nos países mais dependentes da exportação de petróleo, como é o caso dos lusófonos Angola e Guiné Equatorial, para além do Brasil, o maior produtor entre os países de língua portuguesa, com uma produção que ronda os 3 milhões de barris diários.