A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) registou na última semana de outubro uma quebra na procura diária de 7%, divulgou esta quinta-feira fonte da empresa, acrescentando não se preverem alterações no serviço devido à Covid-19.

Em resposta à agência Lusa, fonte da empresa explicou que, desde a segunda semana de outubro — em que a STCP atingiu o número “máximo” diário passageiros transportados desde o desconfinamento (200 mil) —, a procura tem vindo tendencialmente a diminuir.

“Evidencia-se uma tendência de diminuição de procura e, na última semana do mês, regista-se uma descida na procura media diária de 7%”, referiu a STCP, adiantando que os dados mais recentes da primeira semana de novembro indicam que se mantém a tendência de descida.

A procura na primeira semana de novembro representa 61% quando comparada com o mesmo período homólogo, traduzindo-se numa média de 167 mil passageiros por dia útil.

Quanto a eventuais alterações no decorrer da implementação do recolher obrigatório devido à pandemia de Covid-19, fonte da empresa disse que, de momento, não estão previstas alterações da oferta nos horários noturnos e de madrugada, uma vez que uma série de atividades permanecem em funcionamento e os trabalhadores “continuam a necessitar” dos serviços da STCP.

A mesma fonte avançou que, após este primeiro fim de semana em que vigora o Estado de Emergência, será feita uma “cuidada análise” e o plano de oferta poderá ser reavaliado.

No entanto, numa altura em que ainda se desconhece como se comportará a procura nas diversas linhas STCP ao longo deste período, o objetivo principal da empresa será o de penalizar ao mínimo todos os clientes que contam com a rede STCP para trabalhar ou para realizar as deslocações essenciais e devidamente autorizadas”, afirmou.