O ex-marido de Naya Rivera, atriz da série “Glee” que morreu afogada em julho deste ano no lago Piru, na Califórnia, durante um passeio de barco com o filho de quatro anos, instauraram um processo de homicídio por negligência.

Naya Rivera: autópsia confirma que a atriz morreu afogada, de forma acidental

De acordo com a CNN e CBS, que citam o documento, o processo foi instaurado esta terça-feira contra o condado de Ventura e as entidades gestoras do lago. Ryan Dorsey, antigo companheiro e pai do filho de Naya Rivera, juntamente com os herdeiros, argumentam que a embarcação alugada pela atriz não tinha equipamentos de segurança, como uma escada de segurança acessível, uma âncora, um rádio, uma corda ou outro mecanismo para impedir que os nadadores fossem afastados da embarcação.

Apesar de o processo referir que não havia nem boias nem coletes salva-vidas na embarcação — o que constitui uma violação da lei da Califórnia —, os investigadores na altura do incidente referiram que tinham encontrado um colete salva-vidas dentro da embarcação e que o filho da atriz tinha um vestido.

Além desta falta de equipamentos, é referido que não havia quaisquer avisos relativamente aos perigos do lago Piru, nomeadamente quanto às correntes e às mudanças na profundidade do lago.

Quando a atriz de 33 anos e o filho Josey estavam no lago, lê-se no processo, havia rajadas de vento de cerca de 34 km/h que acabaram por afastar o barco de ambos. Ainda que a criança tenha conseguido voltar para dentro da embarcação por estar “mais perto”, o mesmo não aconteceu com a atriz.

Josey procurou em vão por uma corda para ajudar a mãe a voltar para dentro do barco. Quando voltou a olhar para a água à sua procura e viu que ela tinha desaparecido, Josey gritou por ajuda e chorou sozinho no barco até ter sido encontrado mais de uma hora mais tarde.”