Depois de marcar presença nas ruas do Porto, Lisboa, Faro, Aveiro ou Guimarães, na sequência do anúncio das medidas de confinamento aos fins-de-semana a partir das 13 horas, o coletivo que reúne profissionais do comércio, cultura, hotelaria, restauração e animação noturna volta a sair à rua na próxima quarta-feira, dia 25 de novembro, em frente à Assembleia da República.

“Este ano, a data de 25 de novembro está carregada de um simbolismo acrescido, uma vez que se trata do dia limite para o pagamento de impostos ao estado, numa altura de claro desespero e incerteza em que os empresários e colaboradores de vários setores se encontram”, explica o movimento em comunicado.

Garrafas arremessadas, caixões a arder e o “ato de desespero” dos empresários. A manifestação do Porto em imagens

O movimento “Sobreviver a Pão e Água” considera que a atual situação do país “atingiu o limite da sobrevivência dos negócios e dos postos de trabalho, após vários meses de encargos, sem perspectivas de futuro, sem apoios e sem diálogo”. Para reverter este cenário e atenuar as “enormes dificuldades” sentidas pelo setor, os profissionais exigem a adoção imediata do conjunto de medidas já apresentadas anteriormente, tais como a atribuição de apoios a fundo perdido, aos restaurantes, bares, discotecas, organizadores de eventos, músicos, atores, produtores, entre outros, pela redução de horário, bem como, a todos os seus fornecedores diretos e indiretos.

No mesmo comunicado, o coletivo salienta que é “apolítico, de âmbito nacional, positivo e aberto a todos os que estão a sofrer com medidas desmedidas, desproporcionais e injustas, e que de variadíssimas formas estão a ser fortemente afetados pela situação atual, em virtude do regime do novo estado de emergência”.