O movimento espontâneo “A Pão e Água” tem manifestação marcada para esta quarta-feira, em Lisboa. Os empresários do setor da restauração, hotelaria, comércio e cultura juntam-se desta vez no Parlamento, a partir das 15h30.

Entre as reivindicações, pedem a isenção da TSU até ao final de 2020, a redução do IVA da restauração para os 6% no próximo ano e o fim do recolhimento obrigatório aos fins de semana a partir das 13h.

Miguel Camões, porta-voz do “A Pão e Água”, afirma ao Observador que “depois de várias manifestações em vários pontos do país”, o movimento decidiu “que fazia sentido uma manifestação à porta da Assembleia da República”, para que “o Governo ouça” as reivindicações. São esperados mais de 40 autocarros, que levarão manifestantes a Lisboa vindos de vários pontos do país.

A escolha da data do protesto não foi feita ao acaso. O dia 25 é a data limite para o pagamento de impostos ao Estado — “aproxima-se o final do mês” e as contas vão ficando por pagar. “Todos os empresários estão neste momento em enormes dificuldades” e sem capacidade para cumprirem “obrigações fiscais”, lamenta Miguel Camões ao Observador.

São esperadas milhares de pessoas no protesto, prevê o porta-voz do movimento, que garante que este será um encontro “completamente pacífico”. O responsável desvaloriza o que aconteceu no Porto na manifestação de 13 de novembro, quando manifestantes arremessaram garrafas à polícia, e lembra que essa foi “uma situação única”, que “mostra o estado em que as pessoas se encontram” e o “desespero” dos empresários do setor.

O porta-voz do movimento assinala que “já começa a faltar pão em casa” dos empresários que esta quarta-feira se manifestam.

A organização, que reconhece “o apoio recebido de diversos quadrantes da sociedade”, vai reafirmando que o movimento é apartidário e não está relacionado com qualquer associação ou organização de cariz político.