Vinte e quatro utentes recuperaram da infeção pelo novo coronavírus no Centro Social, Recreativo e Cultural de Vilar de Maçada, no concelho de Alijó, disse esta quarta-feira à agência Lusa fonte da instituição.

Igor Nóbrega, elemento daquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), afirmou que o surto “está resolvido” naquele lar, onde o primeiro caso entre os utentes da estrutura residencial para idosos (ERPI) foi detetado no dia 10 de novembro.

Na instituição do concelho de Alijó, distrito de Vila Real, foram contabilizados 25 utentes positivos, num total de 60 idosos que ali residem, e nove funcionários, entre os 60 que trabalham naquela IPSS.

Um dos utentes positivo ao novo coronavírus e que sofria de outras patologias faleceu.

Igor Nóbrega referiu ainda que dois trabalhadores da IPSS já regressaram ao serviço e explicou que, entre os restantes, há quem ainda esteja de baixa e outros de férias.

Para além do edifício da ERPI, a instituição possui ainda 10 casas individuais espalhadas pela propriedade e, segundo o responsável, os idosos que fizeram testes positivos foram os que residem naquelas moradias.

Os funcionários estão a trabalhar em espelho, a IPSS suspendeu as visitas à ERPI, fechou o centro de dia e mantém o serviço de apoio domiciliário.

A Câmara de Alijó acionou em 21 de outubro o Plano Municipal de Emergência e reativou o gabinete de crise, depois de ter sido detetado um surto no lar de idosos da Associação Cultural e Social de Sanfins do Douro, que depois se alastrou à comunidade.

O concelho contabilizava na terça-feira 39 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus, 323 desde o início da pandemia, e integra o grupo de municípios com risco muito elevado de transmissão do vírus e que estão sujeitos a medidas mais restritivas.

Na segunda-feira, o distrito de Vila Real tinha cerca de 1.700 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus.

Portugal contabiliza pelo menos 4.577 mortos associados à Covid-19 em 300.462 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 9 de novembro e até 8 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.