O Governo da Madeira pretende prolongar até janeiro de 2021 as medidas restritivas de contenção da Covid-19 adotadas no início de novembro, indicou esta sexta-feira o chefe do executivo, vincando que esta é a “fase mais complicada” da pandemia.

“Em princípio, estas medidas que tomámos vão ser renovadas, possivelmente até ao início de janeiro”, disse Miguel Albuquerque, à margem de uma visita às obras de ampliação da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, na Ribeira Brava, zona oeste da Madeira, orçadas em 6,4 milhões de euros.

O Governo da Madeira, de coligação PSD/CDS-PP, decretou o encerramento das discotecas e a suspensão das competições desportivas regionais em todas as modalidades entre 6 de novembro e 6 de dezembro, impondo também novos horários de fecho para restaurantes e bares (às 23h00 e às 00h00), bem como outras medidas restritivas ao nível socioeconómico.

“Eu acho que, neste momento, a situação ainda está sob controlo. Se piorar, vamos ter de tomar medidas mais restritivas”, admitiu Miguel Albuquerque, reforçando: “Esta é a fase mais complicada, mais difícil, mais arriscada desde o início da pandemia.”

O governante advertiu para o regresso ao arquipélago de estudantes e emigrantes no período do Natal e lembrou que serão submetidos a dupla testagem e a isolamento profilático, destacando, por outro lado, a expectável “subida grande” do número de turistas.

“O Reino Unido vai abrir a partir do dia 3 [de dezembro], pelo que, dentro do contexto, vamos ter um mês muito melhor do que o mês de novembro”, disse, sublinhando: “O mês de novembro foi um mês onde tivemos um condicionamento muito forte, porque o Reino Unido encerrou as fronteiras e a Alemanha teve também grandes restrições à circulação.”

De acordo com os dados mais recentes, o arquipélago da Madeira tem 208 infeções com o vírus da Covid-19 ativas, das quais 41 foram importadas e 167 são de transmissão local, havendo também registo de dois óbitos associados ao novo coronavírus.