Itália registou 459 mortos e 19.037 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados oficiais, num dia de Natal marcado pelo confinamento em todo o país.

O Ministério italiano da Saúde confirmou esta sexta-feira que, com os 459 mortos das últimas 24 horas, o total de óbitos chegou aos 71.359 desde o início da crise relacionada com o coronavírus SARS-CoV-2, no dia 21 de fevereiro.

Os números tornam Itália o quinto país do mundo com mais mortos devido ao vírus, depois dos Estados Unidos, Brasil, Índia e México, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, citados pela agência Efe.

Relativamente aos casos de contágio, com os 19.037 novos casos contabilizados nas últimas 24 horas verificou-se um aumento relativamente a quinta-feira (18.040), sendo que no total, desde o início da crise, já contraíram o vírus 2.028.354 pessoas.

A pressão sobre os hospitais diminuiu esta sexta-feira, com 25.986 pacientes internados, menos 673 que na quinta-feira, com 2.584 pessoas internadas nos cuidados intensivos, menos cinco que no dia anterior.

As regiões que registaram o maior número de novos casos diários foram o Véneto (5.010), a Lombardia (2.628), a Emília Romanha (2.125), o Lácio (1.691), a Apúlia (1.011), a Campânia (1.009) e o Piemonte (875).

Esta sexta-feira de manhã, um furgão com as primeiras 9.750 doses da vacina da Pfizer/BioNTech com destino a Itália passou a fronteira de Brenner (com a Áustria), vindo da Bélgica.

Escoltado pelos guardas Carabineiros, o veículo dirigia-se para Roma e a partir de sábado dividir-se-ão as doses para cada região italiana, com a vacinação a começar em todo o país no domingo.

Toda a Itália encontra-se desde quinta-feira em confinamento e com a possibilidade de sair de casa apenas para ir trabalhar ou para emergências.

No entanto, também são permitidas as visitas a parentes, sempre e apenas sendo dois e acompanhados por menores de 14 anos, que não são abrangidos pelas medidas.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.743.187 mortos resultantes de mais de 79,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.