Boris Johnson anunciou esta segunda-feira que Inglaterra vai entrar num novo confinamento nacional até 5 de fevereiro, o terceiro desde o início da pandemia de Covid-19. O primeiro-ministro britânico acredita que o país está a entrar “na última fase da luta” contra a Covid-19, mas avisa: as “próximas semanas serão as mais duras”.

Na origem deste novo confinamento, está o aumento de casos de Covid-19 no país devido à nova variante do vírus que circula no país e que é 50% a 70% mais transmissível. Como consequência, o país tem registado um forte aumento na pressão ao serviço nacional de saúde britânico. Os “hospitais estão sob pressão, mais do que alguma vez estiveram” e sua lotação é “40% mais alta do que em abril”, anunciou o primeiro-ministro britânico.

“O governo está a dar instruções novamente para ficarem em casa. Só podem sair de casa por motivos restritos previstos na lei, como comprar bens essenciais, trabalhar se não o puder fazer de casa, fazer exercício, ter assistência médica, ou escapar a violência doméstica”, revelou Boris Johnson em conferência de imprensa.

Além disso, as escolas, em todos os graus de ensino, estarão encerradas, naquilo que é um volte-face a uma das prioridades do governo britânico, que era manter o ensino presencial. Boris Johnson vincou, no entanto, que o encerramento das escolas não se deve ao facto de elas serem “inseguras”, mas por “aumentarem o risco de transmissibilidade do vírus nos agregados familiares”.

Alívio de restrições depende da vacinação

Boris Johnson anunciou que a vacinação está a “acelerar” em Inglaterra, após a aprovação da vacina da empresa farmacêutica AstraZeneca desenvolvida em parceira com a Universidade de Oxford.

O primeiro-ministro britânico diz ainda que, “se as coisas correrem bem“, a primeira dose da vacina será, em meados de fevereiro, administrada a todos aos pertencentes ao primeiro grupo prioritário — ou seja, a funcionários e utentes de lares de idosos, profissionais de saúde ou todos os que tiverem mais de 70 anos.

Só quando a primeira fase da vacinação terminar é que Boris Johnson prevê que as restrições diminuam, uma vez que a pressão no sistema nacional de saúde britânico deverá diminuir e o número de óbitos e casos também deverá decrescer.

Por agora, a recomendação de Boris Johnson é simples: “Fiquem em casa e protejam o sistema nacional de saúde”.

O Reino Unido registou esta segunda-feira 58.784 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo diário e o sétimo dia consecutivo em que o número diário de casos ultrapassou 50.000, e 407 mortes, para um total de 75.431 óbitos desde o início da pandemia.