212kWh poupados com o Asset 1
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica. Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

O MEO ajuda-o a poupar, simule aqui.

Mourinho ganhou Tanguy, Tanguy ganhou-lhe o jogo: Ndombelé resolve vitória do Tottenham com golo fabuloso de chapéu

Um ano depois, Mourinho explicou passagem de Ndombelé de suplente para indiscutível com a atitude revelada pelo próprio e francês carimbou vitória do Tottenham em Sheffield com uma obra prima (3-1).

i

José Mourinho esteve muito ativo no banco durante a primeira parte, altura em que o Tottenham chegou ao 2-0 mas podia ter marcado mais

Getty Images

José Mourinho esteve muito ativo no banco durante a primeira parte, altura em que o Tottenham chegou ao 2-0 mas podia ter marcado mais

Getty Images

A vitória frente ao Leeds United por 3-0 no início de janeiro travou uma série de quatro encontros sem triunfos do Tottenham antes e depois do Boxing Day mas a estabilidade não voltou em definitivo à equipa, que voltou a ceder pontos em casa frente ao Fulham num filme já antes visto: spurs a marcarem primeiro, a controlarem a partida, a terem oportunidades para “matar” o jogo mas a sofrerem o empate na parte final. Se até à igualdade com o Crystal Palace consentida aos 81′ e à derrota em Anfield com o Liverpool cedida aos 90′ os londrinos andaram sempre nos lugares cimeiros, chegando mesmo a liderar a Premier League. Apesar de tudo, existiam apenas seis pontos para o primeiro lugar. E em dia de clássico entre Liverpool e Manchester United, a margem agora era nula.

Ivan foi o Cavaleiro que deixou cruzada de Mourinho a meio e o Tottenham leva duas vitórias nos últimos oito jogos da Premier

Era nula tendo em conta que o adversário pela frente se chamava Sheffield United, a grande deceção da temporada com apenas uma vitória e cinco pontos em 18 encontros realizados. Era nula tendo em conta a perda de pontos que adversários diretos nos lugares cimeiros iriam registar. Era nula tendo em conta o próximo jogo a contar para a Premier League, em casa frente ao Liverpool (28 de janeiro). E numa altura em que se fala muito do mercado de transferências, com as possíveis saídas de Dele Alli, Danny Rose ou Gareth Bale – neste caso recusada pelo técnico português – e a entrada de um novo central para consolidar o eixo defensivo recuado, Mourinho preferiu lançar a partida falando de Ndombelé, que não tem conseguido dar sequência ao bom início de época.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Como destacava a Sky Sports este domingo, se agora as atenções estão focadas no banco para se perceber se ainda existe lugar para Dele Alli, longe das opções iniciais do Tottenham e na lista de potenciais reforços do PSG agora comandado por Mauricio Pochettino, há um ano era no médio francês que se centravam as atenções depois de ter sido a contratação mais cara dos spurs no verão de 2019. Em 2020/21, Ndombelé já leva números semelhantes ao que conseguiu em toda a última temporada, tendo assumido um papel importante numa ideia de jogo que está mais consolidada e que o coloca como um médio mais ofensivo de ligação com grande relevância não só nas saídas em transição ofensivas mas também na marcação das zonas de pressão consoante os momentos de jogo.

“Sempre disse, e senti isso ao longo de toda a minha carreira, que a grande responsabilidade para o bom ou para o meu está no jogador. Nós não fazemos milagres, não fazemos jogadores quando eles não têm qualidade, vontade, disciplina ou motivação. Assim, a responsabilidade está sempre do lado dos jogadores e somos apenas aqueles que tentam ajudar. Às vezes estão abertos, outras vezes não. Quando não estão, não há nada a fazer; quando estão, sentimos a motivação de ajudar. Quando o Tanguy [Ndombelé] chegou, a condição dele não era boa. Quando eu cheguei, andava de pequena lesão em pequena lesão que achava que era responsabilidade dele. Acreditar que tinha de mudar e trabalhar de outra forma é um crédito dele e agora está a jogar e a jogar bem. Estamos muito satisfeitos com ele mas, reforço, o crédito é totalmente dele”, destacou o técnico português.

Mais uma vez, Ndombelé voltou a ser um dos melhores ao lado de Höjberg, num esquema de três defesas com Rodon, Eric Dier e Ben Davies atrás, Aurier e Reguilón a fazerem os corredores laterais e Sissoko a ser preterido para se manterem as três unidades na frente (Bergwijn, Son e Harry Kane). E foram outras apostas ganhas ou que têm sido trabalhadas para tal que materializaram a diferença de qualidade entre os dois conjuntos, a começar por Aurier que, após um erro de palmatória num penálti cometido nos descontos da primeira parte frente ao Leicester (e curiosamente no documentário da Amazon sobre o Tottenham tinha sido alterado por mais do que uma vez por Mourinho para não abordar assim os lances…), esteve fora da equipa por troca com Matt Doherty mas voltou da melhor forma com uma exibição sólida coroada com o golo inaugural nos minutos iniciais.

Logo a abrir, Bergwijn encontrou espaço entre linhas para disparar numa transição rápida, rematar forte de meia distância e ver Ramsdale desviar para canto (4′). Son encaminhou-se para o lado esquerdo do ataque, ajeitou a bola olhando para o posicionamento dos companheiros, colocou ao primeiro poste e o lateral francês, de cabeça, desviou para o 1-0 (5′). Estava feita a vantagem dos londrinos, que não foi aumentada três minutos depois porque uma boa combinação entre Kane e Son isolou o sul-coreano mas o remate subtil por cima do guarda-redes bateu no poste. O Sheffield United continuava a apostar num jogo mais direto, tentando com isso ganhar segundas bolas que lhe permitissem jogar no meio-campo do Tottenham, mas bastou mais uma boa pressão adiantada de Höjberg para a equipa recuperar a bola e Harry Kane a fazer o 2-0 com mais um remate de longe sem hipóteses (40′).

[Clique nas imagens para ver os golos do Sheffield United-Tottenham em vídeo]

O Tottenham tinha o jogo na mão mas já antes se vira que nem uma vantagem de dois golos chega por vezes para cantar vitória de forma antecipada. E o próprio Mourinho tinha referido isso na entrevista antes do jogo à Sky Sports. “De forma pragmática, aceito os números, parece que na segunda parte aceitamos ser dominados. O que digo à equipa? Joguem futebol ofensivo, sejam dominantes, matem os jogos, não aceitem o domínio dos jogos. Acredita em mim?”, atirou. No entanto, e mais uma vez, os londrinos permitiram que o adversário ganhasse esperança, com Fleck a ter muito espaço para cruzar na esquerda e o inevitável McGoldrick a surgir entre os centrais para marcar de cabeça (59′). O que parecia um triunfo certo entrou em terrenos mais perigosos até que Ndombelé assinou o momento do jogo, com um fantástico chapéu sem ângulo que “fechou” a decisão (62′).

Recomendamos

A página está a demorar muito tempo.