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Um novo estudo em laboratório, feito por uma das empresas produtoras, indica que a vacina da Pfizer/BioNTech é provavelmente eficaz contra a “variante britânica” que está em rápida expansão em vários países do mundo.

Segundo o estudo, citado pelo Financial Times, a variante, conhecida por B.1.1.7, incorpora uma série de mutações que poderia invalidar as defesas criadas pelas vacinas que estão a ser distribuídas a nível global. Mas investigadores ligados à BioNTech, uma das produtoras, apuraram que uma versão do vírus que continha todas as mutações foi neutralizado, em tubo de ensaio, pelos anticorpos gerados pela vacina.

O estudo recorreu ao sangue de 16 pessoas que tinham recebido a vacina nos ensaios clínicos anteriores, metade das quais tinham idade superior a 55 anos, o que poderá atestar a eficácia mesmo em pessoas com idade mais avançada.

Este é um estudo de dimensão reduzida, que ainda não foi revisto pelos pares, mas que dá um sinal de confiança de que o surgimento desta denominada “variante britânica” não irá ameaçar a esperança de que a pandemia poderá ser controlada assim que a vacina for amplamente distribuída. Já no final do ano passado, o secretário de Estado da Saúde afirmou que a vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech contra a Covid-19 seria eficaz contra a nova variante do SARS-CoV-2, mais transmissível embora tão perigosa para a saúde como as outras variantes em circulação.

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) disse, também no final de dezembro, que, de acordo com os dados de que dispunha, a nova variante do coronavírus detetada no Reino Unido não diminuiria a eficácia das vacinas desenvolvidas contra a Covid-19.

Nova variante de coronavírus pode não diminuir eficácia das vacinas, diz a DGS