A empresa de trotinetes elétricas Bird, que chegou a Portugal em 2019, está a apostar no desconfinamento das cidades europeias em 2021. Para isso, a startup de micromobilidade comprometeu-se a investir 150 milhões de dólares (cerca de 125 milhões de euros) nas cidades europeias para “manter o uso do carro reduzido”, revelou num comunicado.

O investimento de 150 milhões de dólares na Europa para ajudar as cidades a permanecerem livres de carros, à medida que começam a aliviar as restrições após a pandemia [da Covid-19]”, diz a Bird.

De acordo com a empresa, o investimento vai ser “utilizado para abrir programas de micromobilidade seguros e sustentáveis em mais de 50 novas cidades europeias”, duplicando a presença no continente. Além disso, a Bird, que foi fundada e tem a sede em São Francisco, nos EUA, revela que tem dois novos executivos de origem europeia nos cargos de chefe de operações e chefe de produto para ajudar a liderar esta expansão — Renaud Fages e Brendan O’Driscoll, respetivamente.

Esta pandemia tem sido devastadora para as vilas e cidades de toda a região e queremos ajudá-las a recuperar. Ao longo dos últimos 12 meses, vimos líderes e cidadãos das cidades repensarem a forma como se deslocam nas cidades. Muitas cidades criaram centenas de quilómetros de ciclovias, e vimos centenas de milhares de pessoas abraçarem novas formas de transporte, como os nossos micro-EVs”, diz Renaud Fages, novo chefe de operações da Bird.

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A empresa de micromobilidade elétrica, que foi afetada devido ao impacto da pandemia de Covid-19, afirma que tem trabalhado com “cidades de toda a Europa” para um regresso à normalidade com mais opções de viagens para quem vive nestas. Com essa premissa, a startup anuncia também que vai lançar quatro tipos de passes com pagamentos diários, mensais e trimestrais com viagens ilimitadas.

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Fundada em 2017, a Bird está presente em inúmeras cidades a nível mundial. Em março de 2019, foi uma das várias empresas a entrar em Portugal a partir de Lisboa, depois da Lime, Hive, Voi, Bungo, Tier, Wind, Iomo e a Flash (algumas, entretanto, fecharam operações) terem também posto trotinetes elétricas nas ruas portuguesas.