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Uma fonte do Ministério da Saúde italiano disse ao jornal La Stampa que a Comissão Europeia não vai renovar os contratos que já assinou com a AstraZeneca e com a Johnson&Johnson porque prefere investir em vacinas desenvolvidas com a plataforma de ARN mensageiro, como as das norte-americanos Moderna e Pfizer.

“A Comissão Europeia, em acordo com os dirigentes de muitos países (da UE), decidiu que os contratos com as empresas produtoras de vacinas (à base vetor viral) válidas para o ano em curso não serão renovados no seu termo”, diz o artigo em causa, citado pela Reuters.

Mas, em declarações ao Diário de Notícias, o porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde manteve todas as possibilidades “em aberto”. Embora se recuse a “comentar questões contratuais”, Stefan De Keersmaecker garantiu: “Mantemos todas as opções em aberto para nos prepararmos para as próximas etapas da pandemia”.

Depois de ter anunciado que havia descoberto uma associação entre a vacina da AstraZeneca com os casos “muito raros” de coagulação sanguínea e baixo teor de plaquetas, a Agência Europeia do Medicamento também assumiu que está a analisar se o mesmo fenómeno é desencadeado pela vacina da Johnson&Johnson.

No caso da AstraZeneca, a agência não sabe explicar a origem destes casos mas aponta como uma “explicação plausível” que a vacina induza uma resposta imunitária que provoca “uma condição observada algumas vezes em doentes tratados com heparina, que se designa como trombocitopenia induzida por heparina”.

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